A qual classe social você pertence?? A, B, C, D ou E?? Talvez entre C e B; ou será que é entre A e B? A??? Difícil definir, certo?
A vida de qualquer empresário ou executivo responsável por vendas e marketing, portanto, é ou deveria ser muito mais complexa do que definir, apenas, a qual dos segmentos acima destinará seus produtos e serviços. Afinal, dentro de cada uma dessas letrinhas há muitas pessoas extremamente diferentes, inclusive no que diz respeito à renda e padrão de consumo.
Nesta semana a Serasa Experian lançou ao mercado um produto inédito que promete colocar fim a essa atual divisão de classes. Mosaic traz uma espécie de nova pirâmide social, algo que, segundo a empresa, é bem mais coerente com o mundo contemporâneo.
Em princípio, são 10 grupos e 39 segmentos. Os grupos contém perfis desde os super ricos – que continuam a formar aquela pontinha quase isolada da pirâmide (2%)–, passando por empreendedores, também pelos assalariados urbanos e muitos outros (na tabela) até os mais representativos do bolo: jovem da periferia (21%).
A ferramenta é bastante focada em ajudar empresas a chegar de forma mais eficiente em seu público certo.
Aí vai o exemplo que deram: “José Pedro Góes é um profissional liberal que mora em uma casa de sete cômodos em Perdizes, na zona Oeste da cidade de São Paulo. Em sua residência, José – casado e com três filhos – possui quatro aparelhos de TV, dois DVDs, três aparelhos de som, duas geladeiras e um freezer. A família também conta com dois veículos na garagem. Já na casa de Maria Aparecida Rodrigues, também profissional liberal, em Aracajú (SE), vivem com ela quatro pessoas: a mãe, a irmã e dois filhos, em cinco cômodos. Eles têm duas TVs, uma geladeira, um aparelho de som e um carro.
Olhando para os exemplos acima, grosso modo, qual das duas famílias seria a mais abastada? Errou quem disse a primeira. Porque os itens constantes na casa de José, pedreiro, são todos de segunda-mão, doados por parentes e vizinhos e nem todos funcionam. A casa está em um bairro nobre, mas forma, com outras residências ao redor, uma favela urbanizada. Os cômodos foram sendo construídos aos poucos e sem muito planejamento. Já Maria Aparecida é consultora de moda. Vive em um moderno apartamento com dois anos de uso, toda a infra-estrutura de lazer e guarda um carro zero na garagem. Sua irmã, por exemplo, não possui automóvel, mas trafega pela cidade de táxi.
A matriz que representa perfis tão diferenciados estava fosca para o mercado, até agora.”

Vale o destaque: se é um produto interessante para vendas, pode ser também para a elaboração de políticas públicas e sociais também mais eficientes. É importante prestar a atenção que enquanto apenas 1,86% da população brasileira, ou seja, cerca de 3,5 milhões de habitantes, fazem parte do grupo A – dos ricos, sofisticados e influentes e composto pelos segmentos de empresários de sucesso das grandes cidades e executivos e formadores de opinião, 20,92% (o maior grupo), cerca de 40 milhões (exatos são 39 milhões e 748 mil) fazem parte do grupo F – da periferia jovem.
Muda pirâmide, mas não mudam ainda as discrepâncias entre as classes.
Para ler o material divulgado: Serasa – Mosaic
04/02/2010
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fevereiro 5th, 2010 at 6:38
Vale a pena também conhecer outra forma de segmentar o Brasil, desenvolvida por outra empresa, veja o site : http://www.oficinadevalor.com.br/segmentacaobrasil/flash/carousel.html.
Está sendo comercializado pela concorrente da Experian ( a EQUIFAX) desde 2009.
É muito interessante e abrangente.
fevereiro 5th, 2010 at 10:10
Olá Claudia, que interessante! Entrei no site e achei muito bacana o trabalho. Você trabalha nessa empresa ou apenas a conhece. Gostaria de conhecer mais tanto empresa quanto serviços e até, claro, fazer uma reportagem por aqui!
leticiafagundes@somosbiografia.com.br
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Abs,