Postura Profissional

PNL: por um desenvolvimento profissional e pessoal

pnlA palestra começa com o conceito de um tal ciclo do sucesso, o qual todos nós deveríamos pensar e, na verdade, nos focar. É assim: nossas emoções formam nossas crenças que nos fazem tomar uma série de decisões que, por sua vez, nos fazem agir. E justamente ações e atitudes nos levam aos resultados que tanto queremos. Mas não acaba aí. Já que chegar a resultados nos leva a sentir uma nova emoção. Ou seja:

RESULTADOS – EMOÇÃO – CRENÇAS – DECISÃO – AÇÃO – RESULTADOS

Aline Carvalho, do Instituto Nacional de Excelência Humana é a consultora escalada para falar sobre PNL, Programação Neurolingüística. Algo que você certamente já ouviu falar, mas talvez conheça pouco. A PNL é uma ciência criada na década de 70 pelo americano John Grinder.

Formalmente: Programação (remodelagem), Neuro (do sistema nervoso), Lingüística (usando a linguagem). Na prática, a PNL busca, com métodos, atingir a excelência em nossos comportamentos.

Para explicar tudo isso melhor, Aline traz um conteúdo interessante sobre nossas atitudes e padrões de postura e conduta. Mostra que, na realidade, os nossos resultados estão intimamente ligados às nossas crenças e emoções. “A gente não quer atingir o resultado pelo resultado e sim para se sentir bem”, diz ela que continua: “por isso você começa a mudar a partir de suas crenças”.

E que crenças são essas? Ela separa em dois grupos:

Construtivas: são aquelas que nos motivam a levantar, a fazer, a acontecer.

Limitantes: aquelas que você não enxerga, mas impedem você de dar um passo à frente, de seguir, de mudar. São inconscientes.

“Crença limitante é quando você já fala para si mesmo e para os outros que não tem tempo de fazer ginástica, mesmo querendo muito fazer. Bom, se você já decidiu isso, você não vai mesmo encontrar tempo para fazer ginástica. Esquece.”

Aline alerta que quando pensamos em algo, já acreditamos naquilo (nossas crenças) e decidimos que será daquela maneira. Isso gera uma ação: não fazer ginástica. E o resultado? É o pior possível.

“Voltamos ao ciclo do sucesso. O resultado dessa crença, dessa decisão e dessa ação é ruim, insatisfatório. Logicamente isso gera uma emoção horrível. É a frustração. E olha, devemos tomar cuidado com ela porque a gente só se frustra com aquilo para o qual temos talento e potencial. Por outro lado, quando você coloca na cabeça que vai fazer ginástica, nem que seja às 5h da manhã, nem que seja meia horinha por dia, você acredita (crença) e toma atitude. Resultado: um enorme bem-estar. Isso gera muita motivação para você continuar nesse caminho e, mais, faz com que você seja modelo positivo para as outras pessoas.”

Ela lembra também de determinadas obviedades, mas que, ironicamente, precisam ser faladas e repetidas de tempos em tempos. “Uma coisa é certa. Todos, todos, todos, os bem-sucedidos e os mal-sucedidos têm algo em comum: 24 horas. Ou seja, se algum deles encontra um tempo para fazer tudo e ainda a ginástica, você também consegue. Se quiser, claro. A solução está em uma palavra: prioridade. É muito importante sabermos fazer escolhas. E ser feliz não é uma questão de destino, é uma questão de escolha.”

Cada um verá de uma maneira tudo isso e deve mesmo interpretar individualmente, mas a palestrante é bastante enfática: “É muito importante saber que você deu sempre o seu melhor porque nada pior do que pensar que podia ter feito mais quando o tempo já passou.”

Simples? Ou complexo? Em busca de respostas ou ainda mais perguntas, aí vai mais do bate-papo bacana que tivemos com a consultora do INEXH:

Somos Biografia: O que é PNL?
Aline Carvalho:
Programação Neurolingüística é uma ciência que visa ajudar na descoberta do próprio potencial, a ajudar as pessoas a identificar padrões de comportamento no trabalho e na vida pessoal por meio das atitudes e da linguagem que elas têm. O objetivo é começar a transformar essa maneira dela pensar por meio de estratégias que acarretem resultados melhores.

Somos Biografia: Por que isso é importante, no seu ponto de vista?
Aline Carvalho:
Pela necessidade de nos desenvolvermos cada vez mais rápido. O mundo pede isso, o mercado, os filhos. Se você aprende um caminho mais rápido, você corre muito menos risco de chegar lá na frente, lá no futuro, e pensar: ‘poxa, podia ter feito muito mais’. A PNL vai ajudar nessa mudança de comportamento e atitude.

Somos Biografia: Como mudanças de comportamento podem nos ajudar profissionalmente?
Aline Carvalho:
A gente conhece pessoas que são excelentes tecnicamente, mas não basta. Porque nós não somos só trabalho, não somos só técnica. Nós somos seres humanos em constante evolução e transformação. É necessário alinhar trabalho, relacionamento, vida, saúde. Desenvolvimento humano é o todo, é a harmonia da pessoa. Não adianta você trabalhar, trabalhar, trabalhar, ganhar superbem e a sua família estar indo para o buraco. Ou o contrário. Você ser ótimo em casa, mas péssimo no trabalho. Nesse caso você não vai ter nem estrutura financeira para fazer algo legal com a sua família. Por isso, é preciso desenvolver em conjunto o lado trabalho e o lado pessoal porque, na verdade, não existem dois lados. É uma coisa só. Isso é desenvolvimento humano e, para acontecer, muitas vezes, são necessárias muitas mudanças de comportamento.

Somos Biografia: As empresas cobram isso?
Aline Carvalho:
Eu tenho muita experiência em RH e cada vez as empresas querem menos saber em que e onde o candidato a uma vaga se graduou. Não importa o nível da vaga. As empresas querem sim saber o seguinte: como esse candidato se relaciona com as pessoas? Como administra desafios? Como lida com um subordinado? E com as próprias fraquezas? As empresas já cobram isso sim, com certeza!

Somos Biografia: Como é a receptividade da PNL entre brasileiros? É muito diferente do que acontece no resto do mundo?
Aline Carvalho:
Na verdade, o brasileiro coloca mais facilmente energia e vontade para se conectar. O europeu e o americano não têm tanta facilidade em comunicação. Fica até mais difícil para eles. Brasileiro gosta mais de se aproximar, de se relacionar mesmo. O que acontece ainda é falta de conhecimento. Mas a procura pelos treinamentos está crescendo muito. E a gente tem resultados rápidos e maravilhosos.

Somos Biografia: Além de treinamentos específicos, o que mais você aconselha para esse desenvolvimento que falamos aqui?
Aline Carvalho:
A pessoa deve começar a tomar consciência da vida dela e se autoconhecer. Com que tipo de pessoas ela se relaciona? Quais são influentes, quais não são ? O que elas trazem de bom e de ruim para a vida dela? Como a pessoa é exemplo de vida para outras? Vale a pena se interessar por literatura nessa área também. Ler mais, treinamentos, palestras, terapia….Tudo isso junto vai fazer muita diferença.

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Bom, eu vim aqui para falar…..

workshop falar bemSempre você começa uma apresentação assim mesmo ensaiando dias antes o discurso? Ou você é daqueles que prefere nunca se expor por medo de cometer alguma gafe, gaguejar, não ser compreendido? A verdade é que ninguém sabe os motivos, mas boa parte das pessoas tem medo de falar em público.

Cláudia Ghitelar, de 29 anos, freqüentemente é obrigada a expor o próprio trabalho. Deve apresentar o que está fazendo, novos projetos, estratégias. Embora nunca tenha chegado a ser um trauma, percebendo que podia melhorar, buscou um curso.

Celso Misaki, diretor-geral da eServGlobal, se supreendeu quando, ao entrevistar um candidato a uma vaga na empresa, soube que a desenvoltura da pessoa se devia a um “trabalho corporativo com artes cênicas.” Não entendeu, mas achou tão interessante que foi buscar informação.

Tanto Celso, quanto Cláudia, participaram há pouco mais de um mês de um workshop bastante inovador. Ao longo de um sábado, eles viveram uma mistura de business e teatro. Como assim?

Pois é. Já existe empresa especializada na criação de aulas e dinâmicas de teatro para executivos. Tudo para ajudar aqueles que se consideram tímidos ou têm a voz muito baixa, ou tantos que ficam dias passando mal antes de uma apresentação. Mas também para dar ainda mais segurança àqueles que já se consideram seguros, como explica Mauro Henrique Toledo, um dos criadores da técnica.

“O teatro faz com que a pessoa perceba o contexto em que ela está inserida. Para que tipo de público eu estou falando, que plateia é essa? Isso é muito importante. A gente trabalha com pessoas que não necessariamente querem atuar ou ser atores. E sim com pessoas que pretendem aprimorar a própria comunicação agregando vantagens corporativas e também pessoais.”

Mauro, juntamente com a sócia Alzira Andrade, lançou o que chama de “Método Business Evolution” que se utiliza de 12 personagens criados por eles para desenvolver conhecimentos e habilidades em comunicação pessoal. Nós linkamos uma imagem, como a de um imperador, por exemplo, que tem domínio de seu discurso, tem domínio de seu reino, a uma proposta. Ele precisa saber estruturar a apresentação, saber argumentar, convencer. Ter começo, meio e fim, sabendo que é um imperador. No workshop a questão é que não fica apenas no conhecimento de que tudo precisa ser estruturado. Cada pessoa irá trabalhar na prática com isso. E tem todo o coach individualizado da nossa parte.”

À frente da Teatrês, empresa focada há oito anos nesse mix de teatro e mundo corporativo, Mauro considera que atualmente as pessoas se comunicam demais, mas cada vez mais via máquina/computador e menos olho no olho. “Tem gente que fala super bem ao telefone e escreve email perfeitamente. Na hora de encarar alguém pessoalmente, se atrapalha.” Até por isso, afirma ser primordial aprender a se expressar de forma organizada e eficaz. Segundo ele, há questões aparentemente básicas a serem refletidas a respeito do tema.

“Uma das técnicas que a gente trabalha muito aqui é educação postural. O indivíduo não percebe que tem um corpo que precisa ser trabalhado. Simplesmente por causa da postura, ele vai ficando curvado, rouco, com a voz presa. E pequenas mudanças na postura já trazem mais confiança, auto-estima. As pessoas, em geral, ficam tão focadas no próprio trabalho, no computador, que não percebem esse detalhe que faz toda a diferença.”

Ele lista outras vantagens:

  • - improviso
  • - mais assertividade tanto na linguagem verbal como não-verbal
  • - ampliação da chamada inteligência emocional
  • - melhora da respiração e voz
  • - eficácia na comunicação como um todo
  • Cláudia gostou: “Não tem como não lembrar das técnicas do workshop depois, na vivência do trabalho. De forma leve, muito lúdica, eu aprendi não apenas a fazer um bom discurso, mas a estruturar, a montar uma boa apresentação. É passo-a-passo. Como eu devo subir no ‘palco’ para explicar aquilo que quero? É totalmente voltado para business. Serve para todo mundo.”

    Misaki também aprovou. Tanto que vai indicar o treinamento à toda equipe de vendas da empresa. “Eu já fiz apresentação depois do workshop e me saí muito melhor. E olha que eu nunca fui dos mais tímidos. No meu caso o que atrapalhava muito era a ansiedade. Com o curso, a gente trabalha tudo isso. Respiração, como se apresentar, coerência. São dicas que, na maioria das vezes, a gente não presta atenção.”

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