Entrevista

Biografia: Isabel Allende

07/08/2010

Bem-humorada, direta e muito interessante. Assim se mostrou Isabel Allende durante a mesa “Veias abertas”, uma das mais concorridas e elogiadas da Flip 2010. Mediada por Humberto Werneck, a escritora falou muito sobre a própria vida e deu detalhes ricos de uma bela e curiosa biografia.

Ela veio ao Brasil para lançar mundialmente o romance “A ilha sob o mar” depois de um recesso de três anos sem publicar livros. Mais uma vez, uma obra que tem como protagonista uma personagem feminina.

Isabel nasceu no Peru, mas se naturalizou chilena. Foi exilada dois anos depois do início da ditadura deAugusto Pinochet dominar o país. Viveu os dramas e medos do regime e revelou de alguma forma que há dois grandes responsáveis por ter se entregue à literatura. Um seria o próprio Pinochet. Foi depois do exílio que começou a escrever.


“Comecei a escrever por necessidade, por angústia.”

Outro seria, quem diria, Pablo Neruda. Ela contou que certa vez o escritor a convidou para um almoço e para o que ela acreditou ser uma entrevista exclusiva. Na época, Isabel estava em início da carreira de jornalista. Lisonjeada com o convite e já se achando a melhor jornalista do país – “afinal, Neruda não convidaria qualquer jornalista para o entrevistar” – ficou surpresa quando a conversa, o almoço e o vinho se alongaram demais e a hora da tal entrevista não acontecia nunca.

Ela, então, resolveu sugerir que havia chegado o momento de começarem a gravar papo, mas foi arrebatada pela declaração de Neruda.


“Vocêa é péssima jornalista. Por que eu daria uma entrevista a você? Você inventa e mente o tempo todo. O que eu quero te perguntar é por que você não vai para a literatura onde todos os seus defeitos virarão virtudes? ”

Allende conta que foi o auge do orgulho ao fim do poço no mesmo dia. Chegou como a melhor jornalista do país e saiu como a pior. Mas certamente, aquela sincera questão a despertou para exercer a função em que, aí sim, seria muito boa.

Foi morar na década de 80 nos Estados Unidos, onde está até hoje, Lá escreveu “A Casa dos Espíritos”, o bestseller que seria a primeira de muitas novelas. O livro tem como base as cartas que ela trocou com o avô que estava à beira da morte. O conteúdo das correspondências retratava os fantasmas da ditadura de Pinochet.

De lá pra cá são 18 livros publicados, traduzidos em mais de 30 idiomas e 56 milhões de cópias vendidas.

Em Paraty, na tenda dos autores – onde as pessoas assistem de pertinho as mesas e o preço é mais salgado(R$ 40) – os ingressos se esgotaram muito rapidamente. A Tenda do Telão – onde há lugares cobertos para as pessoas assistirem as transmissões das palestras (R$ 10) – também estava lotada. Mas mais impressionante era ver as pessoas do lado de fora desta última tenda. Em pé, sem nenhum tipo de conforto, muita gente se dispôs a acompanhar as palavras de Allende. E não se arrependeram. A mesa foi realmente muito boa. E, ao final, mesmo sem a percepção da autora que só veria as palmas da tenda onde estava, muitos aplausos de todos os lados.

O que faz dela esse sucesso todo? Claro que ela não sabe dizer ao certo. Mas ao aconselhar, a pedidos de Werneck, jovens escritores, ela disse:


“É necessário escrever sempre, constantemente. É muito treinamento. É preciso escrever milhares de papéis para publicar um. É uma obsessão.”

Curiosidades:
- Ela considera que Antonio Bandeiras seria muito bom para passar uma tarde de sábado;

- Escolheria hoje Penélope Cruz para atriz intérprete do papel Isabel Allende se, por acaso, algum dia, sua vida tornasse filme. Mas já chegou a escolher Sônia Braga em outros tempos…

– Muitos de seus livros se tornaram filmes, como o próprio “A Casa dos Espíritos”. Ela assiste a todos e gosta, mas não reconhece neles seus livros. Vê tudo como outras e novas criações;

- É feminista, mas entende o feminismo não como uma guerra contra os homens, e sim, como uma batalha contra o machismo e uma luta pelos direitos da mulher;

- Não gosta de envelhecer, muito menos da dependência que vem junto ao envelhecer. Mas acredita que “a maturidade traz um desprendimento de tudo, menos arrogância e por isso mais liberdade e uma paz interior onde se escutar melhor nossos espíritos.” Imagina-se uma velha com dentes e cabelos, muito louca e desapegada do mundo.

- Considera que o ponto G está na orelha. Isso porque se apaixonou pelo atual marido, o também escritor William Gordon, numa conversa de bar. Está com ele há mais de duas décadas. Com essa declaração ficou sendo a responsável por uma das melhores frases da Flip2010.

07/08/2010

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Biografias, Destaques, Entrevista, EscritoresComments (3)


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Biografias – May Ganme: ela é empreendedora da saúde!

03/08/2010

Energia altíssima com uma história inspiradora. Assim é a empresária May Ganme, sócia e diretora do Hospital CECMI – Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas, o 1º da América Latina focado neste tipo de procedimento.

Inaugurado em novembro de 2004, hoje já são 5 salas de cirurgias, 28 leitos, 2 quartos de UTI, 125 colaboradores, mais de 120 tipos de procedimentos cirúrgicos, média de 30 cirurgias/ dia e uma parceria com mais de 30 empresas seguradoras e convênios médicos.

A veia empreendedora e o olhar atento à área médica vieram do pai, Antonio Ganme, médico fundador do Hospital 9 de julho, local onde ela trabalhou por mais de 20 anos, construindo e consolidando uma carreira que mistura administração e saúde pública.

Casada, mãe, esportista e de sorriso amplo, May é admirável. Por isso, está aqui no site. Para também inspirar você. Acompanhe!

Somos Biografia: Depois de mais de duas décadas a frente de um hospital como o 9 de julho, fundado pela sua família, o que te fez mudar e empreender?
May Ganme:
“Eu estava, com muito orgulho e, claro, trabalho, há muitos anos no Hospital. Chega uma hora em que a gente precisa se jogar do prédio. Eu acredito muito que a vida é feita de atitudes. E querendo ou não eu estava já em uma zona de conforto, sem querer estar nela. Precisei de coragem para pedir demissão. Mas pedi. Meu pai também já não estava mais ligado ao Hospital e algumas referências importantes para mim começaram a me chamar para outra direção.”

Somos Biografia: Foi difícil conquistar seu espaço à medida que era filha do fundador do Hospital?
May Ganme:
“Foi. Eu batalhei muito para deixar de ser a filha do dono. Ser filha do dono era uma encrenca. Sempre foi. Mas foi por meio de estudo e suor. Não tem outro caminho. Comecei debaixo e acabei presidente. Comandava 1300 colaboradores. E prova de que foi tudo construído com legitimidade é que hoje, aqui no CECMI, muitos daqueles antigos funcionários, continuam comigo.”

Somos Biografia: Há quase 6 anos nessa nova empreitada, o que percebe que foi mais difícil?
May Ganme:
“O mundo estava acabando pra mim quando pedi demissão do Hospital. Meu pai estava doente, perdi uma irmã, e eu começando um negócio do zero. Foi maluco. Mas com um desafio muito grande pela frente, você vai à luta e quer ver o negócio acontecer. Portanto o mais difícil sem dúvida foi o comecinho. A hora de tomar a decisão. Depois disso feito, você arregaça as mangas e ganha força.”


“Ser filha do dono era uma encrenca.”

Somos Biografia: Empreender, no seu caso, está no sangue?
May Ganme:
“Não apenas empreender, como fazer bem feito, deixar algo diferente. Meu pai me deu isso. Ele não quis apenas se formar em Medicina. Ele quis construir e tocar um hospital. Um hospital que está aí até hoje. Além disso, minha família é minha base para todos meus princípios éticos. Empreender é algo único. Empreender em saúde é ainda mais único. A responsabilidade é gigante. Brincar com vida não existe.”

Somos Biografia: Cirurgias Minimamente Invasivas. O que é isso? Qual é exatamente o diferencial do seu negócio?
May Ganme:
“Realizar cirurgias não emergenciais. Não tem tratamento clínico aqui. As pessoas às vezes confundem e pensam que fazemos apenas cirurgias plásticas. Mas deixo claro. Aqui não é uma clínica. É um hospital. Realizamos mais de 120 tipos de procedimentos cirúrgicos e a meta é passar de 200. São cirurgias ortopédicas, gástricas, ginecológicas. Com alta tecnologia em apenas cirurgias minimamente invasivas, uma das maiores vantagens em relação ao hospital convencional é o risco reduzidíssimo de infecção hospitalar. O futuro da medicina é o minimamente invasivo e não existe outro hospital focado nisso por aqui. O conceito vem dos Estados Unidos. A enfermagem e toda a equipe médica são diferenciadas. Aqui, até por sermos pequenos, de porte infinitamente menor do que o de um hospital convencional, somos mesmo uma família. Todo mundo sabe o nome de todo mundo, seja paciente, seja funcionário, seja gestor. O clima não é frio, não se assemelha ao de um hospital. E cada vez mais as pessoas precisam disso quando vão se operar.”

Somos Biografia: Investir pesado em um negócio novo tem a vantagem da inovação, mas ao mesmo tempo o risco do modelo não vingar. Qual o caminho que você traçou para inovar com sustentabilidade?
May Ganme:
“Primeiro, estudo de mercado. Como disse, acredito que cada vez mais as pessoas querem e precisam de tratamentos mais customizados, especializados. Segundo, credibilidade das pessoas envolvidas no trabalho. Terceiro, experiência. Nada foi feito de uma hora para outra, sem cuidado ou sem pesquisa.”


“A gente faz a coisa acontecer se a gente quer mesmo que ela aconteça.”

Somos Biografia: E o que mais aprendeu até aqui?
May Ganme:
“Aprendi que ansiedade não te leva a nada e também que a gente faz a coisa acontecer se a gente quer mesmo que ela aconteça. Eu não vejo minha vida sem trabalho. Mas também não vejo minha vida sem minha família. Consegui juntar um pouco os assuntos. Meu pai era médico, empreendedor. Meu marido é médico urologista. Tive meu filho Thomaz quando ainda estudava. Optei por ter uma família. Também escolho todos os dias fazer ginástica, jogar tênis, ir à terapia, vir para o hospital, cuidar dos meus cachorros e ainda sair para jantar ou organizar algo em casa. Me considero muito feliz e realizada. E acredito que, querendo, todo mundo também pode e deve encontrar seu caminho. Nada é impossível para ninguém.”

Biografia

Nome: MAY GANME CIVIDANES
Idade e data de nascimento: 54 anos, 14/05/56
Local de nascimento: São Paulo
Família: sou filha de brasileiros de origem libanesa: Emilia Aun Ganme e Antonio Ganme, médico especializado em cirurgia geral e fundador do Hospital 9 de Julho. Casada com o urologista e cirurgião Arnaldo Cividanes e mãe de Thomaz Ganme Cividanes.
Formação: administração de empresas pela Universidade Mackenzie, com especialização em Saúde Pública pela USP.
Profissão: Sócia e diretora comercial do Hospital CECMI – Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas.
Trajetória: Atuei como administradora hospitalar e presidente do Hospital 9 de Julho por mais de 20 anos. Atenta a nova tendência da Medicina, inaugurei meu próprio empreendimento, o Centro Especializado em Cirurgias Minimamente Invasivas-CECMI, um hospital pioneiro na América Latina.
Linha Cronológica:
1975 – iniciou sua vida profissional no Hospital 9 de Julho, nos setores de internação e central de guias
1978 – concluiu administração de empresas, pela Universidade Mackenzie
1986 – casa-se com o médico Arnaldo Cividanes
1987 – formou-se especialista em saúde pública, pela USP
1988 – nasce Thomaz
1998 – assume a Presidência Executiva do Hospital 9 de Julho
2004 – se desliga da administração do Hospital para iniciar um novo empreendimento, o Hospital CECMI
Sua biografia por você mesmo:
Administradora com experiência na área hospitalar, me orgulho de ser a primeira brasileira a se tornar presidente de um grande hospital particular e por ter concretizado o sonho de inaugurar o primeiro hospital especializado em cirurgias minimamente invasivas da América Latina. Portanto, me realizei profissionalmente.
Sou uma taurina de personalidade forte, marcante e empreendedora como a de meu pai e apaixonada pela vida. Gosto de estar com meus amigos, minha família e meus cachorros, de praticar esportes, viajar e de tudo de bom que a vida oferece.
Biografia/livro de cabeceira: Equador, de Miguel Sousa Tavares
Contatos: www.cecmi.com.br
may@cecmi.com.br
11 2162-7100

03/08/2010

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Biografias: na estica da Dudalina

29/06/2010

Ela é presidente da Dudalina, maior camisaria da América Latina, e do LIDEM – Grupo de Mulheres Líderes do Brasil.

Sônia Hess nasceu em ambiente empreendedor. Os pais fundaram a empresa em 1957, em Blumenau, Santa Catarina. E coube a ela, em meio a 15 irmãos (!), o trabalho de manter a empresa prosperando ano a ano. Trabalhadora, ela cumpre a missão a frente de 1200 funcionários e mais de 50 milhões de camisas produzidas!

Sônia foi a 1ª mulher “biografada” por Elias Awad no programa Biografias da Rádio Eldorado. A história é linda e inspiradora. Por isso, compartilhamos com vocês!

Ouça o programa que foi ao ar em dezembro de 2008:

DICA: Quarta-feira, dia 30/06/2010, tem palestra gratuita da Sônia Hess na Endeavor – Saiba mais: Case Dudalina: meio século de empreendedorismo de alto impacto

Acesse também: História da Dudalina

Biografias: Diretora da Bittencourt Consultoria

29/06/2010

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Biografias, Entrevista, Mulheres LíderesComments (1)


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Biografias: Abriu uma franquia e se encontrou profissionalmente

01/07/2010

Ao chegar à Restaura Jeans Cambuci encontrei uma atendente sorridente, disposta e super bem informada quanto ao melhor serviço para aquele cliente. Mas a mulher despojada não era atendente. Era, na verdade, a dona da loja.

A publicitária Christiane Martins, de 28 anos, veio para São Paulo para procurar emprego em 2008. Ela morava em Vitória/ ES, onde nasceu e foi criada. Mas quando o noivo mudou para São Paulo, por conta de uma proposta de trabalho, não teve dúvidas, veio também.

Mas o emprego ideal não apareceu. E, na adversidade, descobriu algo melhor: empreender.

Há três meses na linha de frente (literalmente) do próprio negócio – uma franquia na área de corte, costura e lavanderia- afirma ter se encontrado e que tudo valeu a pena, inclusive e principalmente o ano inteiro dedicado a pesquisar e estudar o mundo do empreendedorismo e das franquias.

Toda essa trajetória, ela conta pra gente.

Somos Biografia: Como construiu seu caminho para empreender?

Christiane Martins: “Nunca tinha pensado nisso. Cheguei em São Paulo focada em conseguir uma boa colocação em alguma empresa. Fiz muitas entrevistas, procurei trabalho, mas não apareceu nada realmente com meu perfil. Enquanto isso, buscava todo tipo de curso gratuito para não ficar parada. Acabei descobrindo bastante coisa na área do empreendedorismo. Foi, então, que comecei a pensar que talvez gostasse dessa ideia e que, quem sabe, não seria esse o melhor caminho para a minha carreira. Mesmo assim, continuei procurando emprego. E nada apareceu. Vi que tudo apontava para a mesma direção e acabou que meu plano B virou A. Comecei a pesquisar ainda mais o universo dos microempreendedores e, um dia, vi que aquele era mesmo o meu caminho.

Somos Biografia: Depois de descobrir que queria empreender, como decidiu que investiria em uma franquia?

Christiane Martins: “Bom, a essa altura do campeonato eu só tinha certeza da minha vontade de empreender, mas não sabia muito bem por onde começar. Continuei nos cursos, palestras, procurei o Sebrae, fiz o Empretec e tudo que pude para me informar. Como não tinha muito dinheiro para investir e nem uma super ideia inovadora que precisasse tocar do zero, acreditei que uma franquia pudesse ser uma boa.”

Somos Biografia: Tinha ideia de que tipo de franquia seria bacana para o seu perfil?
Christiane Martins:
“Comecei a pensar nas mais tradicionais. Chocolate, por exemplo. Acreditava que eu tinha de gostar demais do produto que eu ia vender. Mas não é bem assim…Lidar com alimentação, por exemplo, é super complexo, delicadíssimo. Não é porque eu adoro chocolate que tenho capacidade para vender chocolate.

Somos Biografia: Como chegou, então, à Restaura?
Christiane Martins:
“Me entreguei aos estudos sobre o mercado de franquias. Descobri um curso chamado “Entendendo Franchising” que me esclareceu muito e, claro, me apontou novas dúvidas. Nessa época – meados de 2009 – soube que estava por acontecer a Feira de Franquias e fui. Separei os 4 dias de evento para ficar por lá percorrendo todos os estandes, fazendo muita pesquisa, conversando com muita gente. Foi a melhor coisa que fiz.”

Somos Biografia: Por que?
Christiane Martins:
“Porque lá eu conheci pessoas e processos de marcas bem conhecidas até algumas que eu nunca tinha ouvido falar. Fui muito mal recebida por algumas pessoas. Vi que muita gente só estava lá para vender a franquia e pronto, acabou. Não era isso que eu queria. Por outro lado, fui muito bem recebida em outros estandes. Foi lá que eu conheci a Restaura. O criador da franquia estava lá. Isso fez a diferença. Eu tinha dúvidas, mas eu tinha muita informação também. Percebi que em muitos casos as pessoas não gostavam do fato de eu ser bem informada. Estranho, né? As pessoas não sabiam ou não queriam responder ao que eu perguntava. Na Restaura, não. O dono me tratou muito bem, ficou até super admirado com meu nível de informação. Mas gostou, sabe? Falou que um dos problemas das pessoas que querem comprar uma franquia é que elas querem fazer isso como solução de todos os problemas. Acham que é apenas pagar por ela, abrir e pronto. Deu certo. E não é nada disso. Para adquirir uma franquia, a pessoa deve ser empreendedora, estudar o negócio e se dedicar tanto quanto em qualquer outro negócio.”

Somos Biografia: Na sua opinião, o que é, então, fundamental saber antes de investir em uma franquia?
Christiane Martins:
“Primeiro se você realmente leva jeito para empreender. Empreender é investir no trabalho e não pensar em dinheiro a curto prazo. É saber que você deve se dedicar quase que 100% ao negócio. É estudar, entender demais o que vende. Depois, conhecer a fundo o franqueador e como é o processo dele depois da franquia vendida.”

Somos Biografia: Como assim?
Christiane Martins:
“Depois da Feira de Franquias, fiquei praticamente decidida que ia adquirir mesmo uma franquia da Restaura Jeans. A partir daí, fiquei em contato direto com o franqueador e passei a visitar várias lojas da Restaura aqui em São Paulo. Isso é bem legal, inclusive. Conversar com franqueados. Ver quais as experiências deles, o que eles estão achando, que tipo de apoio recebem do franqueador, quais os problemas eles estão passando…Antes da feira, conheci – como consumidora comum mesmo – várias franquias. Foi aí que percebi que entre as maiores reclamações dos franqueados está a falta de consideração e acompanhamento por parte dos franqueadores. E isso é essencial! Na Restaura, você deve preencher um monte de formulário, há uma loja-escola aqui em São Paulo e até um treinamento lá em Laguna, em Santa Catarina, onde fica a matriz. Isso tudo para você saber mesmo se tem mesmo familiaridade ou não com o negócio. Depois, também temos um acompanhamento legal.”


Somos Biografia: E como escolheu o local?
Christiane Martins:
“O local é fundamental. Procurei muito. Fazia tanta pesquisa que cheguei a ser abordada por guardinhas na Vila Mariana! Eles queriam saber o que tanto eu anotava e observava por ali. Acho que pensaram que eu estava arquitetando um assalto (rsrsrs)! Também li um livro ótimo chamado “A cartilha do ponto comercial” que ensina tudo o que você deve pensar na hora escolher um lugar. No final, dei sorte. Tinha vindo aqui na Restaura Cambuci para conhecer e conversar com a dona. Naquele esquema de conhecer franqueados. Ela comentou que por conta de família estava pensando em vender. Na minha dificuldade de encontrar um ponto legal, voltei aqui. Entrei em negociação e comprei a loja dela.”

Somos Biografia: Foi positivo ter adquirido a loja pronta?
Christiane Martins:
“Como tudo, tem os dois lados. Foi positivo porque eu não tive de investir na estrutura. Ficou mais barato e muito mais rápido. Estava tudo prontinho. Porém, tem o lado negativo de você já pegar a freguesia do outro dono. No meu caso, havia alguns clientes um pouco insatisfeitos e que já não frequentavam mais a loja. Mas está bom. Estou feliz. Em pouquíssimo tempo já conquistei novos clientes, reconquistei os antigos, ampliei o horário de funcionamento das 08h às 19h – antes era das 09h às 18h, fiz promoções e até contratei mais uma costureira. Invisto muito no atendimento. Para entender mais ainda de corte e costura, fiz também um curso para aprender todas as técnicas. Então, eu sei o que estou falando, sei o que recomendar para o cliente. E eles adoram isso.”

Somos Biografia: Valeu a pena? O que mais indica para quem quer se aventurar também nesse caminho?
Christiane Martins:
“Nossa, valeu muito a pena. Me encontrei e estou muito, muito feliz. Eu sou recém-casada e trabalho das 07h30 às 21h. Mas está ótimo. Estou mais do que satisfeita. E quanto às minhas dicas…Aí vão:
1º amar gente;
2º estudar, estudar, estudar muito o mercado, o negócio, o seu produto ou serviço;
3º não pensar em dinheiro a curto prazo;

A loja se sustenta. Mas não consigo ainda tirar prolabore. E mesmo quando começar a sobrar, minha meta é investir e reinvestir. Portanto, o dinheiro que será que investido no início do negócio deve conter também alguma reserva para o seu sustento. Abrir uma franquia para se sustentar, sobreviver logo de cara, certamente não será um bom negócio.
Meu plano é a longo prazo e estou conciente disso. Por isso, muito realizada.”

Biografia

Nome: Christiane Chagas Martins

Idade e data de nascimento: 29 anos, 27/09/80

Local de nascimento: Vitória / ES

Família: casada, Henrique Imbertti Jr.

Formação: Propaganda e Marketing (graduada e pós-graduada)

Profissão: Publicitária e Empreendedora

Trajetória: Trabalhou cinco anos na área de marketing e comunicação.

Prêmio Mkt Promocional, Contemporânea Comunicação, Sempre Comunicação…

Sua biografia por você mesmo: “Sou uma pessoa voltada para o social e para Deus. Adoro trabalhar com pessoas. Depois de descobrir minhas veia empreendedora, amadureci 28 anos em 1 ano. Definitivamente me encontrei.”

Biografia/ livro de cabeceira: “O Gerente eficaz”, de Peter Drucker

Contatos que queira disponibilizar –

meme/restauracambuci

@restauracambuci

restauracambuci@restaurajeans.com.br.

Onde encontrá-la: Avenida Lins de Vasconcelos, 1392 – Cambuci

11 2063-1791

Leia também: Biografias Eldorado – Claudia Bittencourt

Números Feira de Franquias 2010

7 passos para garantir sucesso na sua franquia

01/07/2010

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Biografias, Carreira, Entrevista, Gestão, Mulheres LíderesComments (10)


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Biografias: Diretora da Bittencourt Consultoria e uma história além do franchising

11/06/2010

“Eu sempre entreguei o que me foi pedido. E fui recompensada por isso.”

A frase é da empresária Claudia Bittencourt, diretora-geral da Bittencourt Consultoria e Inteligência em Redes de Negócios . O grupo atua desde 1985 no desenvolvimento, expansão e gestão de redes de franquias e negócios e, claro, marcou forte presença na 19ª ABF Franchising Expo de 2010.

Claudia já foi “biografada” por Elias Awad no Biografias da Rádio Eldorado. E agora convidamos você a conhecer mais dessa mulher que nasceu em Grajaú, no Maranhão, teve 9 irmãos, começou a trabalhar ainda menor de idade e hoje é uma grande empreendedora que tem como negócio ajudar outros empreendedores.

Ouça o programa que foi ao ar no dia 8 de março de 2010:

Vale ler também: Grupo Bittencourt marca presença na ABF 2010.
ABF Expo 2010 – números.
7 passos para garantir sucesso na sua franquia

11/06/2010

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Biografias, Empreendedorismo, Entrevista, Mulheres Líderes, NegóciosComments (2)


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Somos Biografia convoca Emerson Leão

08/07/2010

Dentro de campo, um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro. Como jogador, disputou 4 Copas do Mundo (campeão em 70) e tem inúmeros títulos defendendo Palmeiras, Grêmio, Corinthians, Sport, entre outros clubes.

Depois de pendurar as luvas, Emerson Leão se tornou técnico e repetiu o sucesso que teve debaixo do gol. Mais títulos com Sport, Atlético-MG, Santos, São Paulo e Verdy Kawasaki, do Japão, e passagem (mais curta do que ele gostaria) no comando da Seleção Brasileira.

E durante todo este tempo de sucesso no futebol, Leão sempre andou ao lado das polêmicas. Muitos foram os alvos do atual treinador do Goiás. Resumindo: não faltam histórias na biografia deste paulista de Ribeirão Preto, nascido no dia 11/07/1949.

Ouça a entrevista que Elias Awad fez com Emerson Leão no programa Biografias da Rádio Eldorado e conheça mais deste que já gravou seu nome na história do futebol brasileiro.

08/07/2010

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Biografias, Destaques, Dica de Biografia, Entrevista, EsportesComments (1)


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Biografias: de executivo a ator. Como assim?

28/05/2010

Sabe aquele papo de dar uma virada 360º na carreira e na vida? Sabe também aquele papo de que está tarde para isso, já tem uma trajetória consolidada, não vale a pena e etc etc etc?

Para Gutemberg Junior essa foi uma reflexão que durou e levou algumas noites de sono. Claro, uma decisão importante e complexa como dar essa ‘total virada’, depois dos 33 anos e já casado, necessita mesmo de pausas, momentos de introspecção, conversas com si mesmo, com a família. Não é nada da noite para o dia ou por puro “saco cheio” da situação atual.

Mas, imaginem só. Nosso bate-papo de hoje foi com alguém que trabalhava há 12 anos na área de controladoria de uma multinacional, mas que tomou uma atitude e voltou a investir nas carreiras de ator e consultoria financeira.

É isso aí – de executivo a ator. Da estabilidade corporativa aos riscos da autonomia.

Nós gostamos muito dessas histórias e ainda bem que vocês compartilham conosco! Conheça, então, um pouco mais da biografia de Gutemberg Junior.

Somos Biografia: Como e quando decidiu largar um emprego estável numa grande multinacional para empreender em diferentes frentes e dar um rumo totalmente diferente à sua carreira?
Gutemberg Jr.:
“Em 2008, após 12 anos atuando como Controller na Siemens Ltda, resolvi que estava na hora de buscar novos desafios. O que para muitos era uma loucura, principalmente porque o meu objetivo era me dedicar à carreira de ator e eventualmente algumas consultorias financeiras. Escutei algumas frases como: “Você é louco, vai trocar o certo pelo duvidoso”, “Logo agora nessa crise”, “Você vai sair? Duvido. Você é patrimônio da empresa”. Um fator que me auxiliou a ter segurança nessa decisão foi ter participado de um processo de Coaching. Foquei no meu desejo de mudança, acreditando na minha experiência e boa rede de relacionamento e mergulhei de cabeça nessa nova empreitada. Logo que alguns amigos ficaram sabendo da minha saída começaram a me chamar para prestar consultoria e assessoria financeira em suas empresas, e quando me dei conta já estava desenvolvendo soluções de gestão administrativa e financeira para pequenas e médias empresas.”

Somos Biografia: Pessoas físicas e jurídicas têm muito problema para lidar com finanças?
Gutemberg Jr.:
“Sim e principalmente por causa de alguns “mitos” como o de que controle financeiro é somente para quem tem muito dinheiro ou então porque dá muito trabalho. As pessoas podem até viver sem um controle das finanças. A situação financeira fica no “piloto automático”, o que é cômodo quando os ganhos são superiores aos gastos, porém se acontece qualquer imprevisto o caos é praticamente inevitável. Ter controle das finanças auxilia tanto pessoas físicas como jurídicas na MAXIMIZAÇÃO dos ganhos, detectando e corrigindo possíveis problemas de desequilíbrio entre as receitas e custos que afetam diretamente no saldo disponível no caixa. Possibilita identificar e antecipar possíveis riscos e gera uma base confiável para elaboração do planejamento financeiro.”

Somos Biografia: Micro, pequenas, médias ou grandes empresas enfrentam mais problemas ligados a finanças?
Gutemberg Jr.:
“Você já deve conhecer aquele ditado: “Quanto mais alto fores, maior o tombo”. Da mesma forma são as empresas. Os principais fatores que necessitam de um controle são semelhantes (Duplicatas a Receber, Contas a Pagar, Estoque, Fluxo de Caixa etc.), a diferença está nos valores que envolvem os seus negócios. Nas minhas palestras costumo citar o exemplo das diferenças entre pilotar um Boeing e um Monomotor. Apesar de complexa tecnologia que envolve um Boeing, o modo de pilotar é semelhante: através de um manche, de um acelerador de mão e dos flaps. Da mesma forma é a gestão dessas empresas, algumas necessitam de controles diferenciados, porém as semelhanças superam as diferenças.”

Somos Biografia: Você soluciona esses problemas? Como ajudar?
Gutemberg Jr.:
“As micros e pequenas empresas necessitam de praticidade na gestão dos seus negócios. O meu trabalho como consultor financeiro é desenvolver controles que se adaptem ao negócio do empresário para que ele próprio possa manter operante com autonomia.”

Somos Biografia: Você tem algum case interessante para contar? Ou exemplo de empresa que trabalha muito bem sua área financeira ou trabalha muito mal?
Gutemberg Jr.:
“Na maioria das vezes em que apresento ao empresário o demonstrativo da situação financeira de seu negócio, é perceptível a reação de surpresa. É como se ele estivesse olhando uma foto ou um vídeo de si próprio e descobrisse os seus pontos fortes e fracos. Tive um caso que um simples fato de qualificar um novo fornecedor proporcionou ao empresário uma redução nos custos de 25%. As empresas que desenvolvem e mantém ferramentas de controle administrativo e financeiro estão propícias a colher bons frutos e assegurar a valorização e longevidade de seu negócio. Já aquelas que acreditam poder viver sem esses controles estão expostas ao risco sempre.”

Somos Biografia: Algumas dicas pontuais para quem quer começar a se organizar financeiramente (seja pessoa física ou jurídica)?
Gutemberg Jr.:

• Obter conhecimentos sobre os principais termos financeiros e contábeis.
• Dedicar uma parte do tempo para se dedicar ao controle das finanças.
• Buscar apoio de profissionais da área.
• Conhecer os riscos do seu negócio.
• Controlar para que os gastos não ultrapassem os rendimentos (isso é Fluxo do Caixa).
• Tomar cuidado com os juros de cartão de crédito ou do cheque especial.
• Realizar um planejamento financeiro.

Somos Biografia: Focando agora na sua trajetória… você também é ator??? De alguma forma as áreas financeira e artística se misturam ou uma coisa nada tem a ver com a outra?
Gutemberg Jr.:
“São profissões totalmente opostas, se você falar com um profissional ligado exclusivamente a uma dessas áreas ele não conseguirá explicar a técnica que envolve a outra profissão. No meu caso ter conhecido o mundo corporativo permitiu que eu desenvolvesse meu trabalho de ator, trabalhos voltados para esse público como Teatro Empresa, Curso de Teatro Para Não Atores, Treinamento e Intervenções.”

Somos Biografia: Fale mais sobre essa carreira paralela… Quão importante ela é para a ‘biografia’ de Gutemberg Jr.?
Gutemberg Jr.:
“A carreira de ator é uma paixão que vem da infância, que auxiliou o meu desenvolvimento pessoal por ser uma profissão em que a principal ferramenta é o meu corpo e minha mente. A cada novo trabalho uma nova descoberta.”

Somos Biografia: O que mais considera fundamental para a construção de uma biografia bacana para qualquer profissional de qualquer setor?
Gutemberg Jr.:
“Acredito que o profissional deva se sentir feliz e realizado na função escolhida. O meu maior prazer é saber que o meu trabalho contribui na melhoria da vida de alguém, quer seja uma orientação como consultor financeiro ou por meio de uma emoção, no caso do meu trabalho de ator.”

Biografia
Nome: Gutemberg de Oliveira Borges Junior

Idade e data de nascimento: 35 anos – 15/06/74

Local de nascimento: São Paulo

Família: Sou casado com a Coach Cibele Nardi, não tenho filhos, apenas o Picolé (Calopsita).

Formação: Administrador de Empresas e Ator.

Profissão: Consultor Financeiro e Ator.

Trajetória: Sócio da empresa Magnólia Gestão e Desenvolvimento Integrado, desde 2009. Participa da formação da Cia Teatral Nós da Trupe.
12 anos na área de controladoria na Siemens Ltda.

Linha Cronológica:
1980- entra na escola, onde percebe que ama matemática…
1987 – Começa a trabalhar como Office-boy e aproveita momentos que ficava no escritório para aprender outras tarefas, o que proporcionou a minha primeira promoção de cargo, passando a ser Auxiliar de almoxarifado.
1989 – Participa do Megaespetáculo teatral em comemoração ao Bicentenário da Revolução Francesa, realizado na Praça Charles Miller – Pacaembu;
1994 – Os primeiros passos como empreendedor, revendendo materiais para depósitos de construção;
1997 – Entra na Siemens;
2004 – Casa-se com Cibele Nardi, que o incentiva a voltar a exercer a função de ator;
2008 – Obtêm o registro de ator profissional;
2009 – Sai da Siemens e passa a trabalhar como consultor financeiro, forma a Cia Teatral Nos da Trupe e abre a empresa
Magnólia Gestão e Desenvolvimento Integrado.
2010 – Inicia o processo de formação de Palhaço nos Doutores da Alegria.

Sua biografia por você mesmo: Ator, consultor financeiro, geminiano, apaixonado pela vida, feliz.
Um dos integrantes da CIA TEATRAL NÓS DA TRUPE e sócio da Magnólia Gestão e Desenvolvimento Integrado.
Atuo no segmento de teatro empresa, intervenções esquetes em eventos, curso de teatro para não atores.
Prestador de Serviços de assessoria administrativa e financeira para empresas e empreendedores.
Adoro viajar, praticar esportes radicais (canionismo, para-quedas, balão), estar entre amigos, ir ao teatro, cinema, bares, ouvir música, enfim estar sempre em movimento e curtindo a vida.

Biografia de cabeceira: “Charles Chaplin: por Ele mesmo” e “Vale Tudo – Tim Maia”

Contatos: Blog do Gutemberg
Nós da Trupe
@Gutemberg_Jr
011 9426-6517

28/05/2010

Popularidade: 8% [?]

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Biografias, Destaques, EntrevistaComments (5)


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Biografias – conheça essa dupla tão típica representante da Geração Y!

20/05/2010

Elas são típicas representantes da Geração Y. Nasceram na década de 80, estudam, trabalham, se relacionam. São agitadas, elétricas, ansiosas, cheias de vontade de compartilhar conhecimento e experiência.

É…Juliana Manzato e Nayara Fadel tinham tudo para empreender. Tinham não. Têm! Não à toa, há cerca de 2 anos montaram e tocam a Customizar, consultoria de marketing e moda.

Apostando todas as fichas na realização pessoal e profissional, as meninas são incansáveis. Elas acreditam muito no poder do relacionamento e no intercâmbio de idéias. Por isso, as duas, que moram em Campinas, interior de São Paulo, vivem rodando o estado dando palestras sobre temas como: empreendedorismo, marketing e moda.

E há cerca de um mês, elas se tornaram também colunistas aqui do Somos Biografia, num espaço dedicado, claro, ao marketing de moda (para ver os textos já publicados – Colunistas – Customizar).

Conheça mais um pouco dessa dupla tão interessante e inspire-se!

Somos Biografia: O que é a Customizar?
Juliana Manzato
: “A Customizar é uma empresa de consultoria especializada em marketing de moda, nossos principais clientes são pequenas e média empresas de moda, o que inclui lojas e marcas de roupa (infantil, Teen, feminino e masculino), e acessórios. Surgiu de uma necessidade que víamos nesse mercado da moda, onde tudo e todos são carentes: de informação, bons prestadores de serviço e conselhos para o negócio em si. Existem pouquíssimas empresas que prestam consultoria nessa área. Costumamos dizer que a Customizar é o ‘doril’ dos clientes; tiramos a dor de cabeça deles, pois muitas consultorias só apontam os problemas e deixam tudo para o cliente resolver. Conosco problema apontado é problema resolvido!
Criamos a Customizar em outubro de 2008. Sempre tive muita vontade de trabalhar com moda. Queria acrescentar algum aprendizado na vida das pessoas. Uma professora deu a idéia de montar uma empresa de consultoria para o varejo de moda. Gostei e corri atrás da Nayara, grande amiga que no mesmo ano estava se formando em negócios de moda pela Anhembi Morumbi.”

Nayara Fadel: “A Customizar realmente veio dessa percepção da carência de informações seguras e completas na área de moda, focada em negócios. Para muitos, moda é apenas roupa e tendências. Mas moda vai muito além disso. Moda tangencia áreas de criação, produção, administração e marketing. Com esse conhecimento, com essa vontade de mostrar moda como NEGÓCIO, com uma visão mais mercadológica e mais técnica, começamos a empreender.”

Somos Biografia: Por que empreender?
Juliana Manzato
: “Desde muito nova queria ter meu negócio. Venho de uma família de comerciantes e acho que ser empreendedora estava no sangue. Minhas brincadeiras já davam sinal do que eu queria. Minhas Barbies tinham lojas de roupas! Quando eu tinha 10 anos decidi montar um Pet Shop no quintal de casa com uma amiguinha! São muitas histórias engraçadas na infância. Cresci e a veia empreendedora também cresceu dentro de mim. Achava legal trabalhar em empresas para conhecer melhor os processos e saber de que forma cada marca atuava na vida pessoas. Pra minha surpresa, a maioria delas só queria lucrar. E eu não queria simplesmente vender um produto ou serviço.”
Nayara Fadel: “Eu também desde pequena sonhava em empreender. Meu avô sempre teve seu próprio negócio, com muito esforço e, claro, um jeitinho comercial peculiar que conquistava todos os clientes. Acredito que peguei um pouco dessa ‘artimanha’ em lidar com pessoas, fornecedores…O assunto moda também sempre me encantou. Então juntei as duas coisas para trabalhar nesse mercado que movimenta bilhões para a economia do país, um mercado que trabalha com desejos e necessidades do consumidor. Vi na Juliana uma identidade, objetivos, sonho, vontades…enfim, tudo muito parecido comigo e, então, hoje posso dizer que uma completa outra na Customizar!”
 

Somos Biografia: Voltando um pouco nesta trajetória…Como nasceram essas duas empreendedoras, como foi a infância de vocês e o que as marcou tanto a ponto de se tornarem empresárias tão jovens?
Juliana Manzato:
“Como disse anteriormente, venho de uma família de comerciantes e, quando pequena, me encantava o fato de ter um negócio, coordenar uma empresa, passar por perdas e ganhos. Meu pai possui um negócio próprio e desde sempre vivi as alegrias e tristezas de ter um negócio. Tive uma infância cheia de ‘brincadeiras’ como empreendedora. Mas foi aos 16 anos que a empreendedora aqui aflorou de fato. Eram tempos de vacas magras em casa e eu queria sair e meus pais não tinham dinheiro para me dar. Conversando com minhas amigas sobre bijuterias, vi que todas gostavam de comprar peças baratas e bem feitas, só que na minha cidade não havia uma loja que aliasse qualidade e bom preço. Decidi começar a fazer bijuterias para vender. Pedi dinheiro emprestado para a minha avó e conforme ia vendendo as bijuterias ia fazendo caixa e pagando meu ‘empréstimo’. Tive sucesso com as minhas vendas. Além de vender para as minhas amigas, comecei a vender para as irmãs e mães delas. Lembro de boas experiências e contatos dessa época.”
Nayara Fadel: “Também vivi esse universo de empreendedorismo na família e todo o dia gostava de ir com meu avó até o comércio dele. Ficava lá observando clientes, funcionários e até mesmo o comportamento do próprio dono, no caso, meu avô. Brincava lá mesmo, fingindo que era a dona. Gostava de dar troco para os clientes, e até mesmo de cumprimentá-los. Apesar de tímida, sentia como se fosse a proprietária e adorava aquilo!”

Somos Biografia: Apesar de bastante jovens, vocês já tiveram outras experiências profissionais, como empregadas de alguma empresa ou loja. Hoje, fazendo um pouco de balanço, o que é mais difícil em empreender, por que vale a pena, por que não voltar a ser empregada, e o que mais as satisfaz?
Juliana Manzato
: “Ter o próprio negócio vale a pena, a empresa acontece do seu jeito. Acho que o mais difícil em empreender é que o chamamos de Gestão de Pessoas: funcionários, clientes, fornecedores e sócios. Lidar com pessoas não é fácil e na moda muitas vezes não trabalhamos com pessoas, trabalhamos com egos, o que é pior ainda. Mas desde quando criamos a Customizar sabíamos de todas as dificuldades que estavam por vir. Então, por qualquer fase ruim que passamos, tentamos tirar o máximo de aprendizado. A satisfação acontece no dia-a-dia, com o dever cumprido, excedendo expectativas com os clientes, resolvendo problemas. Ver o trabalho ser reconhecido não tem preço!”
Nayara Fadel: “Eu acabei herdando os negócios do meu avô e, com isso, aprendi a ser dona do meu próprio negócio desde muito cedo. Tive experiência como funcionária por pouco tempo, pois logo assumi as empresas da família. Consigo entender melhor a gestão de um negócio e aprendi a ter muito jogo de cintura e sabedoria para lidar com os possíveis problemas, sobretudo no que diz respeito às pessoas, como a Ju disse.”
 

Somos Biografia: O que mais consideram fundamental para a construção de uma biografia bacana para qualquer profissional, de qualquer setor?
Juliana Manzato:
“Dedicação e paciência. Quando se cria um negócio, além de vestir a camisa, é preciso suá-la. Nenhuma conquista vem sem trabalho, dedicação e paciência. Ok, paciência é a pior parte. Quando você abre um negócio quer que tudo aconteça pra ontem. Mas, cá entre nós, sabemos que o caminho é longo e demorado, o retorno virá, mas não amanhã. Portanto, mesmo não sendo empreendedor, acredito que dedicação e paciência em uma carreira profissional é tudo.”
Nayara Fadel: “Sabedoria para liderar, paciência com as pessoas, perseverança para continuar seguindo em frente, amor no que faz, dedicação com tudo e todos e muita transpiração, pois o trabalho é intenso e problemas surgirão a cada dia. Com um pouquinho desses temperos, a receita é de puro sucesso.”

Biografias
 

Nome: Juliana Manzato

Idade e data de nascimento: 22 anos – 12/03/1988

Local de nascimento: Amparo, interior de São Paulo.

Família: Avó materna, pai, mãe e duas cachorrinhas lindas.

Formação: Escola – Integral. Hoje concluindo curso de Comunicação Social com ênfase em marketing pela ESAMC Campinas.

Profissão: Consultora em Marketing de Moda

Trajetória: Meu primeiro emprego foi em uma Boutique, como vendedora, no Shopping Dom Pedro em Campinas. Trabalhei em uma empresa de pesquisa e depois em uma empresa de consultoria. Meu último emprego antes de empreender foi em uma agência de publicidade, em atendimento. Todas as empresas em Campinas, onde moro.

Biografia/ livro de cabeceira: “Comer, rezar e amar”, “Vamos às compras?” e “A estratégia do Oceano Azul”.

Nome: Nayara Fadel

Idade e data de nascimento: 22 anos – 08/10/1987

Local de nascimento: Conchal , interior de São Paulo

Família: D. Dulce (avó materna), Rose (mãe), Fabio (tio) e Antônio (avó)

Formação: Negócios da Moda pela Universidade Anhembi Morumbi/ SP. Especializada em produção de moda e desenvolvimento de coleção.

Profissão: Consultora em Marketing de Moda e Gerente financeira e Administrativa dos negócios da família.

Trajetória: Estagiei em áreas de produção de Moda quando participei de eventos como SPFW, Teen Fashion, Daslu, Pret-a-porter entre outros. Também desenvolvi coleção em corel draw para a confecção infantil Piupo/SP e atualmente sou sócia diretora da Customizar Marketing de Moda e gerente financeira e administrativa dos negócios da família.

Biografia/livro de cabeceira: “Marketing e Moda” e “Observatório de Sinais”.

 

20/05/2010

Popularidade: 10% [?]

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