Colunistas

A verdadeira tristeza do Brasil

24/08/2010
*Rafael Vazquez escreve sobre relações internacionais, geopolítica e economia global.

Rafael VazquezJá passou. A Copa do Mundoa acabou há quase dois meses e aquela dor inimaginável parece ter ficado para trás. Sobretudo depois do surgimento de uma energia tão nova chamada Mano Menezes.

Porém, passadas minhas férias e um período atribulado de muito trabalho, sinto ainda necessidade de falar no assunto. Acho até melhor retomar o assunto agora quando não dói mais tanto sobretudo no coração de nossas crianças essa derrota de 2010. Sim, porque pegarei no pé e poderia ser apedrejado por isso logo depois da desclassificação brasileira.

O Brasil ficou triste, muito triste no mês de julho. Pela segunda vez consecutiva, a seleção terminou uma Copa do Mundo em oitavo lugar. Países como Islândia, Noruega ou Canadá, sem tradição de conquistas futebolísticas, comemorariam essa classificação como uma vitória nacional. Mas a nação pentacampeã não poderia se contentar com esse grande desastre. Não por coincidência, o futebol muitas vezes substitui a religião em um dos ditos históricos de Karl Marx. “O futebol é o ópio do povo”.

Pode parecer radical, ranzinza ou até mesmo antipatriótico – já que o país em questão é o mesmo para o qual Pelé, Tostão e Rivelino marcaram gols que alegraram os anos de chumbo da ditadura militar. No entanto, é curioso que nenhum brasileiro chore quando saiba que o grande campeão do futebol sempre amarga posições baixas nos índices que medem o desenvolvimento social e humano.

Ninguém chorou em 2009 quando o PNUD divulgou que o Brasil ocupa o 75º posto no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), atrás de países que nunca disputaram uma Copa como Venezuela e Panamá. Talvez chamasse mais a atenção se os jornais publicassem que a Argentina está bem à frente.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveita qualquer oportunidade para repetir que 46 milhões de brasileiros deixaram de ser pobres e ascenderam à “privilegiada” classe consumidora. Não deixa de ser um êxito, mas é imprescindível saber que esse não é o objetivo final para promover o bem-estar de um povo. Se apenas consumir trouxesse felicidade, a sociedade norte-americana não seria tão condizente com a beligerância de seus governos.

O desafio real é transformar esses pobres consumidores em cidadãos; com direitos respaldados pelo Estado e respeitados pelos brasileiros que detém a maior parte do poder aquisitivo e político. Um exemplo paradigmático: nas favelas há muitos consumidores que ganham sua renda por meios legais e podem entrar em shopping centers direcionados à classe C para comprar – verbo tão em moda e tão mal utilizado em todo o mundo –, mas esses mesmos consumidores são agredidos frequentemente pela polícia e discriminados socialmente por um grupo de 10% que detém mais 70% da riqueza.

Está claro que o Brasil melhorou muito, principalmente depois de 1994 com o sucesso do Plano Real, utilizando bem as ferramentas econômicas do monetarismo liberal do senhor Friedman e dos garotos da Escola de Chicago. Porém, basta prestar atenção em alguns filmes independentes de Hollywood que retratam a periferia nos Estados Unidos para perceber que não é um modelo a ser totalmente seguido – entre os países desenvolvidos, é um dos que apresenta a maior concentração de renda.

O futebol é uma paixão e a liberdade de sofrer ou não com as derrotas da seleção e dos times também faz parte dos direitos de cada cidadão. Por outro lado, é inadmissível que o técnico da seleção seja mais importante que um ministro de Educação ou do Desenvolvimento Agrário em um país que está em 54º lugar nas avaliações internacionais de qualidade de ensino realizadas pela OCDE – a lista tem apenas 57 países – e possui uma concentração de terra abismal que segue crescendo – segundo o IBGE, em uma estrutura na qual 0 é perfeito e 1 é o pior dos cenários, a concentração de terras no Brasil aumentou de 0,856, em 1995, para 0,872 em 2006.

Vale repetir que a década que começa a partir de 1 de janeiro de 2011 pode ser o período de consolidação do Brasil como modelo de crescimento. Mas, para que em 2020 o balanço seja positivo, os grupos pertencentes à verdadeira elite, principalmente à classe empresarial, devem liderar uma evolução na mente das pessoas. O verbo comprar e mesmo o futebol precisam ser ultrapassados por outros valores mais importantes para o desenvolvimento humano. É fácil imaginar para quem tenta. E imaginar é o primeiro passo para executar.

Rafael Vazquez é jornalista, pós-graduado em Análise Econômica pela Fipe/USP e atualmente vive em Madrid, na Espanha, onde cursa especialização em Informação Internacional e Países Subdesenvolvidos pela UCM (Universidade Complutense de Madrid).

Follow me on twitter: @vazquezrafael.

24/08/2010

Popularidade: 1% [?]

Compartilhe:
  • Print
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Twitter
  • Blogosphere News
  • email
  • LinkedIn
  • MySpace
  • PDF
  • RSS
  • Technorati
  • Yahoo! Bookmarks
  • Live

Colunistas, Rafael VazquezComments (0)


Tags: , , , , ,

É possível avaliar desempenho sem constrangimento?

23/08/2010

**Cibele Nardi é coach e escreve sobre as dores e as delícias de sermos que somos.


“Tive um problema mês passado com uma estagiária minha. Por ser muito imatura, ao conversarmos e eu dar feedback sobre seu desempenho desde que entrou na empresa, ela começou a chorar, não entendendo tudo o que eu falava a ela, os conselhos do que melhorar para continuar na empresa com outra postura. Para mim foi complicado, pois como seu desempenho estava aquém do esperado, tive que dar esse feedback a ela, mesmo sabendo que ela não o receberia bem. Como resultado, ela disse que preferia sair da empresa.”

Cibele Nardi
Traduzindo a cena (muito comum por sinal) vivida pelo leitor da coluna: uma pessoa recebe uma informação ruim sobre seu desempenho, se emociona, chora e pede para sair da empresa.

Já foi o tempo em que tínhamos de ir trabalhar e deixar o coração e os problemas particulares em casa, e vice-versa. Como lidar com isso? Um pouco de inteligência emocional ajuda a compreender e aceitar a natureza humana.

Ninguém gosta de saber que não está indo bem, que os resultados não estão sendo os esperados e que, além do esforço já feito, serão necessárias mudanças de postura. Por outro lado, ninguém gosta de dar más notícias e ser o mensageiro dos resultados negativos.

Na prática, a avaliação de resultados precisa ter critérios claros e transparentes nas empresas. A transparência é o item geralmente pior avaliado nas pesquisas de clima e de satisfação das melhores empresas para se trabalhar. Com transparência, marcar uma reunião para dizer que a pessoa não teve bom desempenho é desnecessário, já que a pessoa sabe como são as regras, sabe acompanhar seus resultados e da equipe. Parecido com esporte: o resultado está no placar e na tabela. Todos conhecem as regras do campeonato. Claro que não devemos esquecer que as regras do jogo e o jogo “jogado” são diferentes na prática.

Se você quer melhorar sua habilidade em fornecer feedback, comece com uma regra de ouro: seja o mais específico possível.

Como? Descreva exatamente a situação, o que a pessoa fez, em qual dia, horário. A pessoa que recebe precisa saber do que se trata exatamente. Dizer coisas como: “Você anda pisando na bola”, “O seu desempenho não está bom”, “Ouvi dizer que você não está indo muito bem”, servem apenas para confundir e gerar desentendimento, frustração e desmotivação. Para ser bem específico é essencial separar o fato da interpretação. Por exemplo, o fato é: não atingiu a meta de vendas em 10%; sua interpretação pode ser: está desmotivado, já foi melhor, está acomodado, e por aí vai. O feedback efetivo precisa se basear nos fatos.

Então, aproveite a próxima oportunidade de dar um feedback para praticar e ser mais específico. E fique atento: oportunidades de feedback acontecem todos os dias.

A Coach Cibele Nardi poderá utilizar sua contribuição como inspiração para um artigo no qual apresentará algumas perspectivas diferentes que poderão ser consideradas por você.

Cibele Nardi é Coach, Consultora Analista de Assessment e sócia da empresa Magnólia Gestão e Desenvolvimento Integrado. Antes de ser Coach, atuou por 15 anos em áreas de Marketing de pequenas e grandes empresas.

Siga-me no Twitter @coachcibele
Acompanhe o Blog da Coach Cibele

Leia todas as colunas da Coach Cibele.

Popularidade: 4% [?]

Compartilhe:
  • Print
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Twitter
  • Blogosphere News
  • email
  • LinkedIn
  • MySpace
  • PDF
  • RSS
  • Technorati
  • Yahoo! Bookmarks
  • Live

Coach Cibele Nardi, ColunistasComments (1)


Tags: , ,

Ler ou não ler…não há questão. Ler sempre!

*Magui Castro é headhunter e escreve sobre a busca pelo profissional (e pessoal) perfeito.

maguicastroFalar sobre livros para mim é algo que adoro. Sou realmente apaixonada por livros, desde pequenininha. Me envolvo nas histórias. Me projeto. Quando pequena lia muitas histórias em quadrinhos. Adorava o tio Patinhas, o pato Donald e seus sobrinhos, a Mônica, o Cebolinha, a Magali, o Cascão. Ah, o Cascão. Quem não teve um amigo na infância que não foi chamado de Cascão pela falta de banho? Li o Sitio do Pica Pau amarelo do Monteiro Lobato e queria tanto ter uma empregada que cozinhasse como a Anastácia…e o que falar de ter uma amiga boneca como a Emília. E eu estava em todas as aventuras da Narizinho e do Pedrinho.

Era difícil me tirar de um livro. O melhor de ler um livro quando criança é que nós vamos sabendo o que é o bem, por meio do contraponto das maldades das criaturas do mal, das bruxas. O estranho é que sempre a bruxa era malvada, mas quando era bruxo, ele era bacaninha, como o Merlin. Essa parte eu nunca entendi. Mas essa é outra história.

E como eu tive esse gostinho de leitura na infância, o livro é sempre um ótimo companheiro.
Porque sou sócia da CTPartners, uma empresa de busca de executivos, vocês até poderiam pensar que gosto de ler livros de negócios. Eu leio, mas não são os meus prediletos. Negócios eu vivo no dia a dia da minha empresa. Os livros que hoje eu gosto de ler são livros que expandem o meu conhecimento do mundo. Como irei viajar para o Egito em alguns meses, comprei um livro, indicado por uma amiga, chamado “O Egípcio”, da Mika Waltari, uma historiadora. Um livro ótimo que conta a história do Egito, dos seus faraós, das intrigaS…através da visão de um Egípcio que foi encontrado um bebê no rio Nilo e adotado por uma família de classe média. Como ainda não terminei de ler, não poderia contar o final pra vocês.

O divertido para mim é que um livro puxa o outro. Quando eu li o “Código da Vinci” que dizia que Jesus tinha sido casado com a Maria Madalena, fiquei indignada. Como assim? Pois bem, comprei a biografia da Maria Madalena, feita por uma historiadora, e não, eles não foram casados. Mas sim, ela fez parte dos apóstolos de Jesus, de acordo com a historiadora. Outro ponto de interrogação para mim do “Código da Vinci” é quando aponta que a religião católica tinha sido mesmo criada 300 anos depois da morte de Jesus por um rei de Roma chamado Constantino. Também fiquei intrigada e fui ler no meu livro – quase uma bíblia- da história da arte e que dizia que aproximadamente no ano 330 depois de Cristo, o rei de Roma Constantino tinha criado a religião Católica como a conhecemos hoje. Ok, fato confirmado.

Mas, o mais curioso disto tudo, fechando este capítulo, foi quando li o último livro da Marion Zimmer Bradley chamado “A Sacerdotisa de Avalon” – eu que já tinha lido a coleção inteira dela das Brumas de Avalon estava encantada com a idéia de ler mais um livro da autora. Bem, neste livro tem uma heroína, que é a Sacerdotisa e que contra a vontade sua Mestra, ela se apaixona a primeira vista, faz amor com um jovem soldado e fica grávida. Esse jovem soldado acaba virando rei, e seu herdeiro com a Sacerdotisa segue seus passos, se tornando um soldado importante, e pasmem, o filho da Sacerdotisa se chamava Constantino, virou rei de Roma e o livro conta, novamente, como ele ajudou a construir a igreja católica como a conhecemos hoje.

Livros são importantes para vermos o mundo com outros olhos, entendermos outros pontos de vista, darmos asas à nossa imaginação e criarmos um mundo paralelo, onde só existem fantasia e sonhos. E, ao ensinarmos aos nossos filhos a ler, desde pequenininhos, histórias simples, mas criativas, geramos jovens cultos, ‘mente aberta’, e também apaixonados por livros, como eu. Certamente melhores profissionais, melhores pessoas.

E não é isso que buscamos sempre?

Vá à Bienal Internacional do Livro de São Paulo! E leve alguém com você!

Magui Castro é sócia da CTPartners, empresa multinacional de busca de executivos de primeira linha, comprometida com performance, qualidade e resultados. Passou por Ambev, Gillette, Coca-Cola e Kodak. Magui se graduou no curso para Executivos Sêniores da Smith College University em Northampton, USA, e tem duas pós-graduações em Finanças e Marketing, pela PUC do RJ.

www.ctnet.com

13/08/2010

Popularidade: 2% [?]

Compartilhe:
  • Print
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Twitter
  • Blogosphere News
  • email
  • LinkedIn
  • MySpace
  • PDF
  • RSS
  • Technorati
  • Yahoo! Bookmarks
  • Live

Colunistas, Magui CastroComments (3)


Tags: ,

No blog do Elias

30/07/2010

Agora, toda semana, aqui no Somos Biografia você vai poder ver ou rever os assuntos que foram temas para o jornalista Elias Awad, seja no blog, no site ou no programa da Rádio Eldorado.

Vamos aos destaques:
Texto fala sobre a importância que pode ter dar, às vezes, um aparente passo para trás. Citados: Affonso Brandão Hennel, Julio SimõesMano Manezes
. Veja só:
Você é capaz de ceder? E de retroceder?
Bem, num mundo tão competitivo, onde nos rendemos aos vencedores e abominamos os perdedores, a palavra retrocesso está praticamente excluída do dicionário. Mas posso afirmar que no dicionário dos grandes empreendedores elá está sempre presente. Retroceder é uma questão de sabedoria, e não de fracasso.
Posso citar dois grandes exemplos de livros que escrevi e sobre empresários que entrevistei longamente. O doutor Affonso Brandão Hennel, em 1983, decidiu reduzir a participação que tinha no mercado de eletroeletrônicos de 15% para 5%. Em suas análises, ele percebeu que a Semp Toshiba – a joint ventire havia sido criada e 1977 – quanto mais vendia, pior ficava o fluxo de caixa, em função de alguns financiamentos e compromissos bancários assumidos.
Leia o post completo: Você é capaz de ceder? E de retrocer?
=========================================================================
Vídeo curtinho e bem engraçado:
Criatividade é tudo!
Simplesmente sensacional essa comemoração. Aconteceu lá na Islândia! Os jogadores do Stjarnan deram uma lição de criatividade, inovação e trabalho em equipe.
O resultado está aí. Hoje, o pequeno time islandês é conhecido no mundo, graças a uma “brincadeira” muito bem planejada e executada por seus jogadores.

Assista: Criatividade é tudo
=========================================================================
Na segunda-feira teve frase da semana especial Dia do Escritor
Leia: Frase-Chateaubriand
=========================================================================
E lembre-se: toda sexta-feira tem Biografias na Rádio Eldorado. Você pode ouvir pela AM 700 ou pelo site: www.territorioeldorado.com.br.

Clique abaixo e conheça os entrevistados que já passaram pelo programa. E, claro, ouça as entrevistas também!

========================================================
Acesse também:
www.eliasawad.com.br
www.eliasawad.com.br/blog
@elias_awad

30/07/2010

Popularidade: 1% [?]

Compartilhe:
  • Print
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Twitter
  • Blogosphere News
  • email
  • LinkedIn
  • MySpace
  • PDF
  • RSS
  • Technorati
  • Yahoo! Bookmarks
  • Live

Colunistas, Elias AwadComments (0)


Tags: ,

Ética. A Conduta Que Faz A Diferença.

27/07/2010

**Waleska Farias é consultora e escreve aqui sobre gestão de carreira e imagem.

“Princípios são dominantes nas ações. As pessoas podem duvidar do que você diz, mas elas acreditarão no que você faz.”

À medida que a globalização se estende, torna-se cada vez mais latente a necessidade de desenvolver uma visão do mundo e das relações em sociedade pautada nos aspectos da civilidade. E nesse movimento, cada um de nós tem sua parcela de responsabilidade no que cabe à formação de uma interface mais humana.

A conduta ética consiste, antes de tudo, em garantir que nossas disposições ofereçam melhorias, de uma maneira geral, ao ambiente onde vivemos e às pessoas com quem convivemos, além dos nossos interesses pessoais. Em qualquer circunstância, devemos preservar a integridade na forma como pensamos e agimos, através do respeito e consideração por todos com quem direta ou indiretamente interagimos.

À medida que nos tornamos capazes de acatar o ponto de vista do outro, a despeito das divergências, como uma forma legítima de expressão da verdade e discernimos sobre como sermos imparciais nas nossas avaliações, contribuiremos para a humanização da sociedade pela qual, também, somos responsáveis, pois a ética desprovida de justiça é tão nula quanto à fé sem realização.

Quando falamos de ética, associamos de pronto à questão do caráter das pessoas. Esse por consequência mensurado pela forma como nos portamos nas nossas relações interpessoais. Se agimos com transparência e cumprimos o prometido. A cada deslize de conduta arranhamos nossa imagem e reputação e comprometemos a credibilidade das nossas relações. Cultivar uma conduta ética na nossa vida pessoal e profissional vai muito além de uma questão de zelo, pois configura uma obrigação.

“Não é necessário ter chancela acadêmica para sermos éticos e agirmos com respeito ao outro. Um coração sincero e boa vontade já nos tornam capazes.”

Devemos cultivar o hábito de avaliar se nossos objetivos privilegiam, também, um senso comum. De que forma podemos ser fiéis aos nossos propósitos incluindo a necessidade e percepção do outro na nossa realidade? Se a ética tem como finalidade balizar as nossas relações, temos como ponto de partida conjugar nossos interesses com os daqueles com os quais convivemos.

Antes de manifestar nossos propósitos é fundamental perceber a forma como os mesmos afetam a vida de outras pessoas, e quando oportuno, condescender quanto ao comportamento inadequado de amigos, familiares, colegas ou qualquer outro, pelo fato de compreendermos suas limitações e resistências, bem como as nossas.

Precisamos descolar do “self” em busca de parcerias que agreguem valor e potencializem nossa capacidade de realização. Evitar críticas e preconizar elogios. Agir a favor do benefício do todo, conscientes de que o ganho nem sempre é imediato ou garantido, mas com a inabalável determinação de sermos empáticos e comprometidos com o coletivo.

Na construção de um universo mais justo, qual a parcela de contribuição que nos torna merecedor da atenção e respeito daqueles com quem convivemos?

Não somos individualmente responsáveis, mas todos somos, completamente, responsáveis por tudo. E somente por meio de um esforço conjunto construiremos novos modelos de referência nas diversas estruturas: política, comunidade, família e organizações em geral.

É primordial que nossas ações sejam desenvolvidas numa perspectiva de grupo. Exercer a empatia e conciliar nossos valores com códigos de conduta, enquanto norte nas tomadas de decisão. Ter a certeza de que sozinho não vamos longe e que a criação de alianças é o meio que nos libertará dos preconceitos e nos permitirá ter uma vida consistente, exercendo a cidadania na sua mais pura concepção.

Independente de sermos chefes, subordinados, políticos, eleitores, alunos ou professores, nossa recompensa será, sempre, proporcional aos frutos das nossas ações.

Waleska Farias é Coach e Consultora de Gestão de Carreira e Imagem, desenvolve treinamentos, workshops e palestras com foco nos aspectos comportamentais das relações humanas, por meio da abordagem de conceitos essenciais, no que tange ao desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais, que agreguem valores e contribuam para criação de um diferencial competitivo no processo de construção de carreira e formação de imagem. Formação em Coaching Integrado – Coaching Executivo, Life Coaching e Quantum Evolution pelo ICI Integrated Coaching Institute – Credenciado pelo ICF International Coach Federation, Treinamento & Desenvolvimento (ABTD), “Leader Trainning” (Instituto Tadashi Kadomoto), Programação Neurolinguistica (INAp).
www.waleskafarias.com
Siga-me no twitter: @waleskafarias
waleska@waleskafarias.com

27/07/2010

Popularidade: 2% [?]

Compartilhe:
  • Print
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Twitter
  • Blogosphere News
  • email
  • LinkedIn
  • MySpace
  • PDF
  • RSS
  • Technorati
  • Yahoo! Bookmarks
  • Live

Colunistas, Waleska FariasComments (4)


Tags: , , , ,

As vitrines têm poder!

06/07/2010

*Juliana Manzato e Nayara Fadel são empreendedoras e escrevem sobre consultoria e mkt de moda

Nayara Fadel e Juliana Manzato

Para fazer visual merchandising necessitamos de produtos.
Produtos que devem ser vistos, tocados, sentidos.
Por esse motivo devem criar encenações carregadas de sedução.

É a partir de um produto que temos em mãos a possibilidade de criar uma vitrine, um clima, uma atmosfera de sentidos.

Mas, apesar disso, acreditem: muitos empresários não dão verdadeiro valor a uma vitrine. Vemos por aí muita exposição de produtos, porém apenas produtos “jogados” em um quadrado de vidro. Nada se cria, nada contribui para tornar esse espaço o verdadeiro “conto de fadas urbano”.

Com o desenvolvimento de estratégias das marcas e o papel cada vez mais importante dos pontos-de-venda – como lugar onde a marca se apresenta em três dimensões – a vitrine se torna um elemento chave no marketing de moda, pois é por meio dela que se pode ter uma experiência concreta e direta da marca e de seu produto por parte, claro, do consumidor.

A experiência da marca se faz por meio do produto, mas também pelo número sem fim de sinais e sentidos que cercam o consumidor quando este se aproxima de uma vitrine. Ainda mais quando dentro de determinada loja é possível também viver algo diferente, seja por meio de luzes, cores, materiais, sonoridade, fragrâncias, temperaturas…Estímulos!!!

As vitrines fazem parte desse programa de ação das marcas. Cada vitrine deve contar sua história, visa identificar uma marca e valorizar um produto, deve atrair e seduzir os consumidores a entrar nas lojas e, obviamente, a comprar!

Os consumidores estão sempre em busca de prazer, felicidade, novas sensações que os façam se sentir exclusivos, únicos e originais.

Portanto, a vitrine de grandes ou pequenas lojas deve obter itens de criatividade, originalidade e de muita sedução, como no exemplo do filme “Bonequinha de Luxo” em que Audrey Hepburn se sente estimulada e encantada ao observar uma vitrine da Tiffany. Aliás, quem não se deslumbraria?

Você sabia que as vitrines são responsáveis por 82% das vendas da loja, porcentagem alta o suficiente para empresários começarem a investir em profissionais aptos a realizar esse tipo de trabalho, não acham? Cartão de visita é cartão de visita! Composta por diferentes partes (o piso, as laterais, o teto, o fundo) que devem interagir umas com as outras de forma harmônica para que, assim, cheguemos aos resultados desejados, ou seja, criando desejo e necessidade.

O que se vê em uma vitrine vai além do layout. Muito além. Vitrine é também marca e identidade. As vitrines têm poder!

Juliana Manzato está se formando em comunicação social com ênfase em Marketing pela ESAMC Campinas. Possui experiência em diversas áreas, como consultoria, atendimento em agências de Publicidade, eventos e pesquisa de mercado. Hoje é sócia-diretora na Customizar.

Nayara Fadel é bacharel em Marketing de Moda pela Universidade Anhembi Morumbi. Possui experiência em eventos como SPFW, Teen Fashion, Prêt-a-porter, entre outros. Trabalhou também com produção de moda e desenvolvimento de coleções. Hoje é sócia-diretora na Customizar.

Customizar Marketing de Moda é uma empresa de consultoria em Marketing de Moda que atende a pequenas e médias empresas do varejo de moda mostrando que é possível organizar e planejar ações de marketing.

www.customizarmkt.blogspot.com
Twitter: @customizar
e-mail: customizar@gmail.com

06/07/2010

Popularidade: 3% [?]

Compartilhe:
  • Print
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Twitter
  • Blogosphere News
  • email
  • LinkedIn
  • MySpace
  • PDF
  • RSS
  • Technorati
  • Yahoo! Bookmarks
  • Live

Colunistas, CustomizarComments (1)


Tags: , , , , , , , , ,

Feedback nos Processos Seletivos

01/07/2010

**Cibele Nardi é coach e escreve sobre as dores e as delícias de sermos que somos.

Cibele NardiO tema Feedback tem rendido excelentes discussões, comentários e troca de experiências entre os leitores aqui do Somos Biografia e também nos grupos do LinkedIn. Vide o número de comentários no artigo Pedir feedback é bom ou não?

Hoje respondo a dois leitores que trouxeram o tema para o contexto dos processos seletivos.

“E quanto ao feedback de headhunters? É errado querer saber em que pé esta
a vaga à que você esta se candidatando? Quantas vezes é o limite? E vendo por outro lado, um headhunter prometer feedback em X dias e não dar, tendo o candidato ter que ficar cobrando, também não é falta de respeito ao candidato?”

“Falando de um processo de seleção, se o candidato pede um feedback para a
empresa, isso pode prejudicar o processo de seleção?”

A grande maioria dos nossos problemas, no trabalho e na vida pessoal, ocorre pela falta ou pela falha de comunicação e também porque teimamos em usar uma habilidade que não temos: a telepatia. A telepatia costuma aparecer de duas ocasiões: quando presumimos que sabemos o que os outros estão pensando e quando presumimos que o outro tem obrigação de saber o que estamos pensando, sem precisar dizer.

Qual é a saída para não cair na armadilha da telepatia: perguntar para checar se é isso mesmo. Ao confiar nas nossas premissas corremos o risco de que estejam erradas. Cultivar este hábito já melhora bastante sua comunicação interpessoal.

Num processo seletivo (ou qualquer outra situação), se uma alguém ficou de retornar em X dias e não ligou, o que fazer? Primeiro responda: quais são as alternativas que você tem? Você pode telefonar, ou não telefonar, pode esquecer e partir para outra, pode enviar um e-mail. E qual escolher?

Depende do que você quer. Se a resposta é importante para você e dela dependem outras decisões e escolhas, ligue. Se a necessidade de resposta não é tão urgente, envie um e-mail. Em processos seletivos, às vezes, deixamos de fazer contato porque não queremos ouvir que não fomos aprovados. Assim nos protegemos da má notícia.

E qual o limite? O limite precisa ser combinado. Durante a entrevista, combine com o entrevistador como serão os próximos contatos. Será feito por telefone ou por e-mail? Haverá resposta em caso negativo? Posso ligar para saber do andamento? Você encontrará ocasiões nas quais terá mais abertura para entrar em contatar e outras nas quais precisará ficar esperando mesmo.

Cada processo é único, cabe a você saber como funciona para escolher o que fazer.

Pode prejudicar o processo de seleção? Não acredito. Se alguma empresa desclassifica um candidato porque quer saber como anda o processo, é melhor trabalhar noutro lugar, não é?

Mas lembre-se de que a falta de resposta já é uma resposta. Se não ligaram, provavelmente não foi aprovado. E ao escolher não telefonar e continuar esperando uma resposta futura, ficar falando mal dos recrutadores e do que eles deveriam fazer e não fazer, não resolve nada. Só alimenta um mau humor que não colabora para resolver a questão (arrumar emprego). Quem gosta de conversar com uma pessoa que fica reclamando dos processos que está participando? Ao invés de pensar no que o outro deveria fazer, foque no que você quer e pode fazer para melhorar seus resultados.

Envie sua pergunta ou conte alguma situação que esteja passando no
trabalho ou na vida pessoal para ser respondida aqui na coluna.
A Coach Cibele Nardi também poderá utilizar sua contribuição como inspiração para um artigo no qual apresentará algumas perspectivas diferentes que poderão ser consideradas por você.

Cibele Nardi é Coach, Consultora Analista de Assessment e sócia da empresa Magnólia Gestão e Desenvolvimento Integrado. Antes de ser Coach, atuou por 15 anos em áreas de Marketing de pequenas e grandes empresas.

Siga a Coach Cibele no Twitter @coachcibele
Acompanhe o Blog da Coach Cibele

01/07/2010

Popularidade: 7% [?]

Compartilhe:
  • Print
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Twitter
  • Blogosphere News
  • email
  • LinkedIn
  • MySpace
  • PDF
  • RSS
  • Technorati
  • Yahoo! Bookmarks
  • Live

Coach Cibele Nardi, ColunistasComments (2)


Tags: , , ,

Como andam suas habilidades sociais?

15/06/2010

**Waleska Farias é consultora e escreve aqui sobre gestão de carreira e imagem.

Você já parou para pensar que grande parte das dificuldades no seu dia-a-dia são consequências da sua limitação em interagir com as pessoas à sua volta? Pessoas que não entendem o que você “quer dizer” e agem de forma oposta ao que você espera.

Pois é, tenho que chamar sua atenção para um fato no mínimo curioso: existe um princípio físico convencionado de “ação e reação”. Trata-se da terceira lei de Newton – toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e em sentido contrário. Fazendo alusão ao campo das relações interpessoais significa que tudo o que vem em resposta a uma iniciativa sua tem relação e ligação direta com o modo como você agiu.

Dito isso, antes de criticarmos as reações das pessoas ao nosso entorno, quando não alinhadas à nossa expectativa, é recomendável questionar nosso posicionamento e identificar até onde contribuímos, mesmo que não intencionalmente, para o resultado apresentado.

Um bom exercício é observar se na comunicação com os outros você consegue obter resultados em linha com o esperado, ou se as pessoas “sempre” interpretam errado o que você diz. Lembre-se que em um processo de comunicação, existem pelo menos dois interlocutores, portanto, 50% da responsabilidade desse processo cabe a cada uma das partes.

Cada pessoa, de maneira muito particular, interpreta a mensagem de acordo com sua percepção dos fatos. Daí a necessidade de ter noção de como o outro assimila o que você diz para assegurar que sua mensagem seja interpretada na real acepção da palavra. Nesse contexto, sensibilidade e empatia são aspectos fundamentais para o sucesso das trocas interpessoais.

Grande parte dos problemas que temos nas nossas relações se refere ao fato de não exercermos uma boa comunicação, dada a dificuldade de sermos empáticos à necessidade e realidade do outro. Temos a tendência de falar o que queremos da forma como bem entendemos, sem nos dar ao trabalho de certificar se a pessoa com quem falamos compreendeu a informação.

Isso, é claro, requer mais empenho. Mas, certamente, o isentará de ter de repetir o evento mais de uma vez e lhe atribuirá a imagem de uma pessoa assertiva e desenvolta no trato com as pessoas.

As habilidades sociais, cada vez mais, configuram uma condição básica na conquista da liderança colaborativa preconizada enquanto modelo de referência nas organizações. Afinal, quem você escolheria para fazer parte do seu grupo? Alguém com talento para acessar as pessoas e garantir a fluidez nos processos de comunicação, ou alguém que apenas repassa a informação sem o zelo necessário para que a mensagem seja bem interpretada?

O que esperamos do outro deve ser a nossa medida de referência. “Se as palavras mobilizam, os exemplos inspiram atitudes e comportamentos convergentes.”

Waleska Farias é Coach e Consultora de Gestão de Carreira e Imagem, desenvolve treinamentos, workshops e palestras com foco nos aspectos comportamentais das relações humanas, por meio da abordagem de conceitos essenciais, no que tange ao desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais, que agreguem valores e contribuam para criação de um diferencial competitivo no processo de construção de carreira e formação de imagem. Formação em Coaching Integrado – Coaching Executivo, Life Coaching e Quantum Evolution pelo ICI Integrated Coaching Institute – Credenciado pelo ICF International Coach Federation, Treinamento & Desenvolvimento (ABTD), “Leader Trainning” (Instituto Tadashi Kadomoto), Programação Neurolinguistica (INAp).

www.waleskafarias.com

Siga-me no twitter: @waleskafarias

waleska@waleskafarias.com.

15/06/2010

Popularidade: 2% [?]

Compartilhe:
  • Print
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • Twitter
  • Blogosphere News
  • email
  • LinkedIn
  • MySpace
  • PDF
  • RSS
  • Technorati
  • Yahoo! Bookmarks
  • Live

Colunistas, Waleska FariasComments (1)


Tags: , , ,
  • Blog

Enquete

Qual o maior problema que você sente na sua empresa ou na sua carreira?

View Results

Loading ... Loading ...

Painel de Controle