Magui Castro

Ler ou não ler…não há questão. Ler sempre!

*Magui Castro é headhunter e escreve sobre a busca pelo profissional (e pessoal) perfeito.

maguicastroFalar sobre livros para mim é algo que adoro. Sou realmente apaixonada por livros, desde pequenininha. Me envolvo nas histórias. Me projeto. Quando pequena lia muitas histórias em quadrinhos. Adorava o tio Patinhas, o pato Donald e seus sobrinhos, a Mônica, o Cebolinha, a Magali, o Cascão. Ah, o Cascão. Quem não teve um amigo na infância que não foi chamado de Cascão pela falta de banho? Li o Sitio do Pica Pau amarelo do Monteiro Lobato e queria tanto ter uma empregada que cozinhasse como a Anastácia…e o que falar de ter uma amiga boneca como a Emília. E eu estava em todas as aventuras da Narizinho e do Pedrinho.

Era difícil me tirar de um livro. O melhor de ler um livro quando criança é que nós vamos sabendo o que é o bem, por meio do contraponto das maldades das criaturas do mal, das bruxas. O estranho é que sempre a bruxa era malvada, mas quando era bruxo, ele era bacaninha, como o Merlin. Essa parte eu nunca entendi. Mas essa é outra história.

E como eu tive esse gostinho de leitura na infância, o livro é sempre um ótimo companheiro.
Porque sou sócia da CTPartners, uma empresa de busca de executivos, vocês até poderiam pensar que gosto de ler livros de negócios. Eu leio, mas não são os meus prediletos. Negócios eu vivo no dia a dia da minha empresa. Os livros que hoje eu gosto de ler são livros que expandem o meu conhecimento do mundo. Como irei viajar para o Egito em alguns meses, comprei um livro, indicado por uma amiga, chamado “O Egípcio”, da Mika Waltari, uma historiadora. Um livro ótimo que conta a história do Egito, dos seus faraós, das intrigaS…através da visão de um Egípcio que foi encontrado um bebê no rio Nilo e adotado por uma família de classe média. Como ainda não terminei de ler, não poderia contar o final pra vocês.

O divertido para mim é que um livro puxa o outro. Quando eu li o “Código da Vinci” que dizia que Jesus tinha sido casado com a Maria Madalena, fiquei indignada. Como assim? Pois bem, comprei a biografia da Maria Madalena, feita por uma historiadora, e não, eles não foram casados. Mas sim, ela fez parte dos apóstolos de Jesus, de acordo com a historiadora. Outro ponto de interrogação para mim do “Código da Vinci” é quando aponta que a religião católica tinha sido mesmo criada 300 anos depois da morte de Jesus por um rei de Roma chamado Constantino. Também fiquei intrigada e fui ler no meu livro – quase uma bíblia- da história da arte e que dizia que aproximadamente no ano 330 depois de Cristo, o rei de Roma Constantino tinha criado a religião Católica como a conhecemos hoje. Ok, fato confirmado.

Mas, o mais curioso disto tudo, fechando este capítulo, foi quando li o último livro da Marion Zimmer Bradley chamado “A Sacerdotisa de Avalon” – eu que já tinha lido a coleção inteira dela das Brumas de Avalon estava encantada com a idéia de ler mais um livro da autora. Bem, neste livro tem uma heroína, que é a Sacerdotisa e que contra a vontade sua Mestra, ela se apaixona a primeira vista, faz amor com um jovem soldado e fica grávida. Esse jovem soldado acaba virando rei, e seu herdeiro com a Sacerdotisa segue seus passos, se tornando um soldado importante, e pasmem, o filho da Sacerdotisa se chamava Constantino, virou rei de Roma e o livro conta, novamente, como ele ajudou a construir a igreja católica como a conhecemos hoje.

Livros são importantes para vermos o mundo com outros olhos, entendermos outros pontos de vista, darmos asas à nossa imaginação e criarmos um mundo paralelo, onde só existem fantasia e sonhos. E, ao ensinarmos aos nossos filhos a ler, desde pequenininhos, histórias simples, mas criativas, geramos jovens cultos, ‘mente aberta’, e também apaixonados por livros, como eu. Certamente melhores profissionais, melhores pessoas.

E não é isso que buscamos sempre?

Vá à Bienal Internacional do Livro de São Paulo! E leve alguém com você!

Magui Castro é sócia da CTPartners, empresa multinacional de busca de executivos de primeira linha, comprometida com performance, qualidade e resultados. Passou por Ambev, Gillette, Coca-Cola e Kodak. Magui se graduou no curso para Executivos Sêniores da Smith College University em Northampton, USA, e tem duas pós-graduações em Finanças e Marketing, pela PUC do RJ.

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13/08/2010

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A mulher, a família e o trabalho

*Magui Castro é headhunter e escreve sobre a busca pelo profissional (e pessoal) perfeito.

maguicastroEm conversa com uma amiga solteira, na semana passada, ela mencionou o quanto gostaria de estar casada, ter uma família e filhos. Muito interessante este tema porque pelos países por onde passei e morei vi que querer casar, ter família, marido, filhos, é um sonho de toda mulher, independente do lugar.

Crescemos lendo Branca de Neve e o seu príncipe encantado; vimos Cinderela e Gata Borralheira salvas pelo príncipe encantado; Rapunzel e o seu príncipe encantado. Logicamente as meninas crescem com a ideia de que príncipes existem. Muitas idealizam seus príncipes e os buscam a vida inteira. Sem encontrá-los nunca.

Quando morei nos Estados Unidos, uma amiga me disse que nunca deixaria suas 2 filhas lerem estas histórias, para que não crescessem com a síndrome da Cinderela. Eu discordo. Acho importante crescer com fantasias, fadas, bruxas, príncipes e princesas. Ajuda na criatividade infantil. A entender que existe o bem e o mal, o certo e o errado. Crescemos fazendo nossos próprios julgamentos. Eu confesso que li todas! E nem por isso deixei de casar, além de ter sido presidente de uma grande multinacional.

Para as minhas amigas que optaram por não trabalhar, simplesmente porque o marido ganha bem, eu, sempre que posso, digo para repensarem, já que para mim, marido não é profissão, é companheiro. E que seja infinito enquanto dure.

Homens e mulheres devem ser independentes financeiramente. Ajuda na autoconfiança. No tratamento igual para igual com os membros da família.

Mas quando campo profissional e familiar têm espaços importantes na sua vida – como na minha – muitas vezes acontece um processo de grande culpa. Culpa de não conseguir desempenhar bem todos os papéis.

Como conciliar tudo isso?

Falando especificamente de nós mulheres, como mencionei antes, se nascemos para termos nossa família, encontrar o nosso “príncipe”, então o natural é que ficássemos em casa, como princesas, cuidando da família, certo? Errado! Hoje a grande maioria de nós quer – e precisa – sair de casa, ser independente.

E a culpa com a família, onde fica? Como não estar perfumada para esperar o príncipe em casa? É aí que precisamos de ajuda. Mulheres que trabalham fora, que são independentes financeiramente, precisam de um esquema babá-empregada-motorista – e todos com celular!! Qual o problema de pedir ajuda? Você não conta com equipe no trabalho? Por que não contar também com equipes na vida pessoal?

Somos executivas até na organização perfeita de nossas casas.

Com organização e ajuda, conseguimos desfrutar de nosso sucesso profissional e também de nossos príncipes. Tudo de igual para igual, uma relação mais justa.

Portanto, eles – príncipes – continuam a existir. Apenas algumas coisinhas que mudaram um pouco…

E a questão para os homens fica: com esta “executiva-independente” dentro de casa, onde está a “princesa” precisando de ajuda, com quem me casei?

Bem…isso é tema para outra história…

Magui Castro é sócia da CTPartners, empresa multinacional de busca de executivos de primeira linha, comprometida com performance, qualidade e resultados. Passou por Ambev, Gillette, Coca-Cola e Kodak. Magui se graduou no curso para Executivos Sêniores da Smith College University em Northampton, USA, e tem duas pós-graduações em Finanças e Marketing, pela PUC do RJ.

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09/11/09

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Sonhar com vontade e crer no sucesso

maguicastroHá cerca de um mês, assisti a uma palestra do Dr. Ozires Silva, promocionada pela ADVB, onde ele nos dizia que devíamos sonhar com vontade e crer no sucesso. Afinal, partindo do homem que liderou em 1970 o grupo que promoveu a criação da Embraer, uma das maiores empresas aeroespaciais do mundo, dá para perceber que o seu sonho se tornou um grande sucesso, e ele, um dos homens mais respeitados neste país.

Mas, o curioso é que, por meio da minha atual profissão de “Headhunter”, buscando executivos, posso perceber que poucos são os profissionais que, quando perdem seu trabalho e ganham uma boa indenização, OUSAM em empreender em algum sonho antigo. A grande maioria quer voltar a sua vida na empresa, quer ter chefe, alguém que o pegue pela mão, que de alguma forma lhe diga o que fazer e o conduza a construir o sonho de outra pessoa. É a sua zona de conforto e o que sempre soube fazer.

Não que exista algo errado com isso. Para as empresas e para o meu trabalho é muito bom que existam executivos sem sonhos próprios a realizar. Que se realizem profissionalmente em construir a empresa em que estão. Aliás, a maior característica de um executivo bem-sucedido é a sua atitude positiva, o ‘vestir a camisa’, agir com determinação e empenho como se a empresa fosse sua, falar com paixão da empresa em que trabalha não importando qual seja.

E este se torna o seu maior problema na sua aposentadoria ou em uma eventual demissão. Quando “cai a ficha” de que aquela empresa, na verdade, não lhe pertencia. Já entrevistei muitos executivos de sucesso que foram demitidos por necessidade de re-organização na empresa e que não entenderam COMO foi acontecer com ele, tão dedicado. Perder o seu sobrenome corporativo pode sim fazer alguns executivos entrar em depressão. Tanto que a nova geração de profissionais já não permanece tanto tempo nas empresas e só fica se realmente a troca for mútua e com qualidade de vida. Mas isso é um tema à parte.

Empreender no SEU SONHO e CRER NO SEU SUCESSO requer planejamento e uma reserva financeira para o início, mas acima de tudo: coragem, ousadia e uma autoestima muito grande. Muitos dirão que o sonho sendo descrito é irreal, ou que já existem muitos melhores no mercado, que será dinheiro jogado fora.

Seguir adiante com o seu sonho vai requerer força e energia. E aquela certeza de que, como diz Diego Torres: “Vale mais poder brilhar que só buscar ver o sol”.

Mas, voltando às palavras do Dr. Ozires, deveríamos pensar se queremos continuar aplaudindo os que estão vencendo ou se podemos ser atores de sucesso no mundo empresarial.

Magui Castro é carioca, uma das sócias da CTPartners, empresa multinacional de busca de executivos de primeira linha, comprometida com performance, qualidade e resultados. Magui iniciou sua carreira em Marketing na Nabisco, no Rio de Janeiro, em seguida foi Gerente de Produtos na Ambev e na Gillette. Foi convidada para ser Gerente de Marketing na Coca-Cola e logo em seguida se tornou diretora de Marketing Regional na empresa. Após 5 anos de Coca-Cola, foi convidada para ser diretora de Marketing na Kodak do Brasil, mudou-se para São Paulo e após 2 anos foi convidada para ser Presidente da subsidiária da Kodak no Chile. Ainda no Chile, após 2 anos e meio na presidência da Kodak, aceitou o convite para a Presidência da Vinícola Estampa, no vale do Colchágua, já que sempre foi apaixonada por vinhos. A grande virada de carreira chegou com o convite de abrir a filial da CTPartners no Brasil, no ano de 2007, onde está desde então, como sócia da empresa, fazendo buscas de Presidentes e Diretores de empresas.

Magui se graduou no curso para Executivos Sêniores da Smith College University em Northampton, USA, e tem duas pós-graduações em Finanças e Marketing, pela PUC do RJ. Enquanto morou no Chile, foi diretora da AMCHAM (American Chamber of Commerce) e membro do International Professional Women Association. Fluente em inglês e espanhol, Magui está baseada no escritório de São Paulo.

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Batom Vermelho

maguicastroEu acho muito curiosa a dinâmica do bom humor e mau humor nas relações laborais. Vejo grandes executivos invariavelmente de cara amarrada. Parece que estão de mal com a vida, apesar de seus salários gigantescos, sua casa na praia, seu carro 4×4 blindado e sua viagem anual para Europa.

Em contrapartida, vejo pessoas humildes, como a operadora de caixa do estacionamento da academia onde faço ginástica, sempre com um lindo batom vermelho e um sorriso nos lábios, distribuindo felizes “bom dias” a todos “nós” que vamos enfrentar um dia de trabalho.

O que nos faz levantar felizes e ir trabalhar não importa em que? Pela experiência que tenho de muitos anos trabalhando em grandes empresas multinacionais, vejo que somos felizes quando trabalhamos naquilo que gostamos e somos valorizados por isso. Não é o dinheiro que move a sua felicidade (remuneração adequada é parte intrínseca da sua permanência na empresa), mas sim os desafios que temos como executivos, unidos à certeza de que estamos fazendo um bom trabalho e que somos parte de um time.

Ser parte de um time é poder deixar os problemas do trabalho no trabalho e sair para um happy hour com os colegas do seu departamento para falar do final de semana que passou ou programar o próximo. Ser parte de um time é ir em conjunto se queixar ao departamento de Recursos Humanos quando um chefe está cometendo um abuso moral com um colega específico. Ser parte de um time é ir “em bando” à maternidade visitar o filho da colega que nasceu. Ser parte de um time é sofrer junto, rir junto, dar o sangue para uma apresentação para o cliente terminar no prazo que o chefe pediu. É se sentir parte de uma equipe como se fôssemos mosqueteiros: ‘um por todos e todos por um’.

E ser mosqueteiro não importa o nível. Vai desde o estagiário até o presidente da empresa.

Se trabalhamos com pessoas parecidas conosco, se somos valorizados na empresa, gostamos do grupo, nos identificamos com ele, certamente levantamos felizes e estamos diariamente passando o nosso batom vermelho, mantendo o sorriso no lábio.

Portanto, estar bem humorado ou mal humorado de manhã é uma questão do peso da mochila que se carrega nas costas: ela é leve e agradável quando se faz parte dos mosqueteiros, quando se tem com quem contar, com quem dividir seu peso. Muito trabalho, mas também muito companheirismo e diversão.

A mochila é muito pesada e dói muito carregá-la quando o executivo não se enturma, acha que a empresa não lhe merece, que seus subordinados são todos uns incompetentes, seu chefe não entende do negócio e por isso não lhe entende, só ele é bom e o resto é o resto. Para estes executivos um único conselho: vá procurar a sua turma e os seus mosqueteiros para poder começar a passar, espontaneamente, o seu batom vermelho, diariamente.

É bom termos sempre em mente que nós nascemos para sermos felizes! E só depende de nós.

Magui Castro é headhunter, sócia da CTPartners, uma empresa de busca de executivos.

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