*Margareth Bianchini escreve sobre etiqueta corporativa.
Nunca vi tanta gente ministrando palestra sobre Etiqueta depois do episódio ocorrido com a Geisy Arruda da UNIBAN. Brinco que só posso agradecê-la, pois Geisy aqueceu bastante o meu mercado de palestra sobre Etiqueta Corporativa.
O fato é que vivemos em uma sociedade machista e qualquer deslize feminino nos coloca à mercê de comentários maldosos. Sem entrar muito no mérito de quem errou mais naquela situação específica, há muito tempo venho dizendo que roupa é sim a nossa embalagem. Somos como produtos e, como tal, vendemos o que transmitimos.
Recebi um artigo de Henri Toulosse Lautrec que, ao ler, não pensei duas vezes em compartilhar com vocês. O texto retrata exatamente a elegância que deveríamos exercer nos dias de hoje.
Boa leitura:
“Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso,
esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que
criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-las em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso
demais. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer… porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição…
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens… Abrir a porta para alguém é muito elegante… Dar o lugar para alguém sentar… é muito elegante… Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma… Oferecer ajuda… é muito elegante… Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante…
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.”
Era assim que Toulosse Lautrec via a elegância no comportamento, eu digo, que a primeira visão que você tem da pessoa, já dá para saber se ela vai dar “trabalho” ou não, afinal é a imagem da sua empresa que está em jogo.
Margareth Bianchini é diretora da MBianchini Assessoria Empresarial que desenvolve e apresenta palestras e treinamentos nas áreas de Gestão de Pessoas. Coautora de livros no assunto Liderança e Etiqueta Corporativa.
www.mbianchini.com.br
@MBIANCHINIPHD
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