Internet

“Empretec” de ecommerce?

Hoje, daqui a pouquinho, tem Bate-papo sobre ecommerce, o evento do qual já comentamos aqui no Somos Biografia e organizado por Lígia Dutra.

Tema de hoje: gestão de fraudes.

Quem se interessa por comércio eletrônico sempre teme os riscos de segurança da rede. Por isso o assunto é extremamente relevante.

Mas quem realmente está com aquela pulguinha de “como seria vender algo pela internet”, tem também um monte de outras dúvidas, certo? Certo.

Por isso, Lígia está muito feliz às vésperas de dar o 1º curso de extensão de comércio eletrônico na ESPM, em São Paulo, de 8 a 12 de março.

E ela, uma super empreendedora na área de educação, adianta como será esse que promete ser um grande passo-a-passo de como criar um ecommerce.

“Há alguns anos fiz o Empretec, do Sebrae. Um curso totalmente prático, baseado em experiência. Minha vida mudou totalmente de lá pra cá. Sempre quis fazer algo nesse estilo só que para internet. Quero que esse curso que vou dar seja algo nessa linha. Baseei as aulas no Empretec. Será mão na massa, alta pressão, vai ter que fazer lá, sair de lá já vendendo pela internet.”

O curso será realizado durante 5 dias e se divide em vários segmentos que são necessários pra colocar uma loja online no ar: introdução ao tema, tecnologia, logística e processos, marketing online, atendimento e análise de crédito. As aulas serão ministradas pela própria Lígia, mas também terão ainda diariamente um convidado especial.

Para montar um bom ecommerce, para Lígia, não há muito mistério. Mas ao mesmo tempo não pode ser levado como algo simples ou como apenas empreender pela web. “Tem gente que quer montar uma loja virtual porque não aguenta mais ouvir e ver cliente. Essa pessoa vai falir porque no ecommerce grande parte do negócio continua sendo relacionamento.”

Dicas rápidas:
- pense no seu ecommerce de modo sério, é uma empresa completa e não apenas uma loja virtual;
- procure por plataformas que facilitem seu trabalho
- busque sempre o novo. Tudo na internet se atualiza muito rapidamente.
- pense em retorno a médio e longo prazo
- tenha dinheiro guardado. Além daquele que você investirá em máquina, estoque, impressora, telefone etc. E não apenas para o período em que não terá retorno financeiro, mas principalmente para fluxo de caixa.

E pra quem é esse curso?
“Para pessoas empreendedoras – aquelas que querem tomar as rédeas da vida profissional, seja na empresa dela, seja na empresa para qual ela trabalha.”

E, então, é para você?

Mais informações

Programação:

1º Dia: Introdução
- A história do comércio eletrônico, conceitos, objetivo do curso e início da atividade prática. Esta atividade prática consiste em lançar aos alunos o desafio de iniciar um negócio on-line, inovador, que deve gerar lucro até o final do curso. Esta atividade é a principal fonte de avaliação do curso, além de provas teóricas ao final de cada dia.

2º Dia: Tecnologia
- Desenvolvimento: sugestão de plataformas, desenvolvimento personalizado, arquitetura da informação e principais itens que uma loja virtual deve ter neste quesito.
- Hospedagem: escolha do melhor plano e características de cada um.
- Gestão de risco: passar a importância de medir diariamente os acessos e picos para que a loja nunca fique fora do ar. Além de procurar as causas dos problemas para evitar que isso ocorra.
- Integrações: como acompanhar integrações da loja virtual com outros sistemas. Ex: sistema de atendimento, logística, CRM… etc

3º Dia: Logística e processos
- Estoque: utilizar estoque da loja física ou não? Como organizar os processos de forma eletrônica no estoque.
- Embalagem: qual a importância deste item na segurança do transporte dos produtos e no encantamento do público.
- Logística reversa: Elaboração da política de trocas, estornos e devoluções e seus fluxos.

4º Dia: Marketing on-line
- Definição de mix: qual a disposição dos produtos/serviços na loja.
- Negociação: como definir formas de pagamento, prazos e condições de acordo com o mercado.
- Promoções: o que é atraente para o público on-line ou não?
- Cadastro: como trabalhar para que todas as informações dos clientes sejam unificadas.
- Campanhas web mídia digital/social: definir campanhas de links patrocinados, otimização, banners, presença e relacionamento em redes sociais, blogs etc…
- Webdesign, métricas, interações e imagens: como fazer da loja um local de convivência de forma atrativa visualmente, amigável e didática.

5º Dia: Atendimento e análise de crédito
- SAC: como criar um serviço focado em tirar dúvidas, gerar vendas, registrar e resolver reclamações via telefone, e-mail, chat, twitter e outras ferramentas em plataformas de redes sociais.
- Análise de crédito: como recuperar, verificar fraudes e conciliar operações on-line.
No 5º e último dia de aula também teremos a avaliação da atividade prática e encerramento do curso.

Metodologia:
O ponto forte do curso será a atividade prática da criação de um negócio on-line, inovador, com o objetivo de gerar lucro em 5 dias. Seguindo os conceitos da Andragogia, em que o adulto aprende melhor na prática. Afinal o adulto, diferentemente da criança, tem sua motivação cada vez mais orientada para buscar e desenvolver seu papel social e modifica sua perspectiva de tempo; isto é, conhecimento com aplicação imediata.

Objetivo:
Facilitar o aprendizado do público, para que todos finalizem o curso obtendo uma ótima experiência teórica e prática de como construir algo inovador no varejo on-line.

Por que participar?
Porque o curso foi pensado para fazer de cada aluno um inovador no que diz respeito a criar relacionamentos e por conseqüência vendas, com as ferramentas que a internet disponibiliza.

Investimento:
3 x R$ 332,00 ou R$ 996,00

Inscrições: Passo-a-passo inovação em comércio eletrônico

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Balanço Campus Party

O maior evento digital do Brasil acabou e deixou saudade. Foram 6 mil vagas vendidas e 3877 pessoas que acamparam literalmente no Expo-Imigrantes, em São Paulo. Toda essa galera – de jovens a adultos e até terceira idade!! – curtiu sete dias de eventos e cada uma aprendeu a seu modo sobre inovação, entretenimento digital, mundo corporativo, redes sociais, blogs, ciência, educação.

Em meio aos 3877 acampados, o jovem Fábio Albuquerque nos deu um breve relato de como foi sua passagem pela CP.

Somos Biografia: Por que decidiu ir à Campus Party e acampar por lá?
Fabio Albuquerque: Para conhecer de perto o evento e conferir as palestras oferecidas na programação, além de experimentar a velocidade de conexão oferecida aos campuseiros. Optei por acampar na própria Campus Party para tentar aproveitar o máximo de tempo e dinamizar minha semana, já que tenho que me desdobrar para trabalhar e participar da CP.

Somos Biografia: Quais principais vantagens que você tirou do evento e da sua participação?
Fabio Albuquerque:
O contato com pessoas que desenvolvem softwares livres ou pensam em modos de utilizar a tecnologia de uma maneira criativa, seja por meio dos moddings ou os construtos em robóticas. Além disso, pude ver in loco – levando em conta uma pequena amostragem – como as pessoas, principalmente os jovens, possuem uma visão diferenciada sobre o uso da internet, seja para jogos, navegação ou o simples uso de downloads (músicas, filmes, etc.). Me preocupei em acompanhar as palestras de desenvolvimento, software livre, modding e música. Gostei do espaço destinado ao camping, as palestras de desenvolvimento e software livre e em especial da organização da equipe de limpeza que prestou um bom serviço para manter todo o espaço em ordem. A minha única reclamação vem da proximidade dos espaços de palestras, pois o áudio de uma palestra acaba interferindo na apresentação do palestrante do espaço próximo. Uma dica para balizar esse incômodo é conferir o áudio (com o uso de fones de ouvido) disponível na exibição das palestras que é veiculada no site.

Somos Biografia: Profissionalmente, vc considera que o evento te ajudou em algo? Te acrescentou de alguma forma? Explique.
Fabio Albuquerque:
Creio que o contato com alguns profissionais de diversas áreas da computação/áudio/vídeo presentes no evento tenha me auxiliado a ver de perto o que há de mais interessante nos assuntos relacionados a minha predileção – a constar, programação para web e meu trabalho paralelo com edição e produção de áudio. Observei que há muitas maneiras de desenvolver parte do meu trabalho com a visão de outras áreas correlatas. Todo esse conhecimento adquirido servirá para meus futuros projetos.

Bacana, né?

Quem foi, aproveitou. Quem não conseguiu, vai ter de esperar o ano que vem. Mas fica o gostinho do balanção final:

Do total de inscritos, 74,8% (4.448) eram homens e 25,2% (1.552) eram mulheres.
A maioria dos campuseiros, 68% (4.080), estavam na faixa etária de 18 a 29 anos. Pessoas com idade entre 30 e 49 anos representavam 20% (1.200), com mais de 50 anos, 4% (240) , e com menos de 19, 8% (480). De todos os estados brasileiros vieram pessoas interessadas em compartilhar conhecimento e participar da festa. Ainda, a Campus Party contou com a participação de campuseiros de 20 países, entre os quais Colômbia, México, Espanha, Suécia, Peru, Guatemala, França, Chile e Argentina.

Campus BlogNa terceira edição do evento o investimento total foi de R$ 12,5 milhões, que propiciaram tanto aos inscritos no evento, quanto aos mais de 100 mil visitantes da Área Expo (espaço de visitação grátis), uma vasta programação.

Chamar de “maior festa brasileira” tem seu motivo: foram realizadas 553 atividades (palestras, oficinas, mesas de debates…), que duraram cerca de 700 horas.

Além disso, as atividades também tiveram espaço no palco principal, o Momento Telefônica, no Barcamp e no Campus Fórum, que estreou este ano. Dessas, a área com maior número de campuseiros inscritos foi a de blog, com 19,1%, seguida de desenvolvimento (18,2) e jogos (15,1%).

Ao todo 64 empresas, entre patrocinadores, parceiros e apoiadores, contribuíram para o sucesso da festa dos amantes da tecnologia, que usufruíram de uma impressionante conexão de 10 Gb, a maior banda já oferecida em todo o mundo, disponibilizada pelo Grupo Telefônica, principal patrocinador do evento. Para isso, foram necessários 40 km de cabos de rede e 20 km de cabos de fibra ótica.

Trabalharam na Campus Party – direta e indiretamente - 3.600 pessoas.
A taxa de upload foi de 66% e a de download 44%.

A repercussão da Campus Party, por todo o mundo, se deu por meio dos mais de 1017 jornalistas e blogueiros credenciados de vários países.

Mais:
.Refeições servidas (refeitório) – 30 mil, cerca de 13,5 toneladas de comida
.Bebidas servidas (água ou refrigerante no refeitório) – 5,4 mil litros
.Total de pessoas que circularam na arena de campuseiros- cerca de 10 mil, incluindo os 6 mil campuseiros, jornalistas, palestrantes, colaboradores, organização, patrocinadores, convidados e equipes de serviços
.Batismo Digital – 5 mil
.Campus TV – O site da CPTV recebeu a visita de 44.863 IPs únicos, totalizando 276.418 visualizações, em 12 canais simultâneos
.Visitas ao site oficial- 180 mil durante os sete dias do evento
.Visitas ao blog oficial – 30 mil durantes os sete dias do evento

Muitas fotos abaixo:

05/02/2010

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Ter ou não ter presença nas redes sociais? Eis a questão!

“A gente colocou nossa marca nas mãos dos usuários”

Roberto Loureiro, Tecnisa

“Não existe empresa que consiga ser indexada diante de uma infinidade de CPFs produzindo material variado online.”

Jair Tavares, Pólvora Comunicação.

“É preciso definir estratégias em mídias sociais, mas o mais importante: é preciso ter o que falar. Não adianta querer apenas vender produto. Isso é frágil e inconsistente.”

Wagner Fontoura, Coworkers.

As frases acima foram ditas e amplamente debatidas durante a palestra “Mídias sociais nas corporações”, realizada durante a Campus Party 2010.

Jair Tavares ao centro

Jair Tavares ao centro

É fato consumado que o papel da comunicação nas empresas vem tomando importância cada vez maior. Transparência, diálogo aberto, presença, atendimento, relacionamento…tudo isso é de extrema valia para qualquer consumidor.

Você, não importa qual o seu produto ou serviço, deseja estabelecer esse tipo de relação com o seu cliente? É presumível que sim. Mas, está preparado para isso?

Ao que tudo indica vivemos a era do relacionamento. Clientes amam marcas. Mas as marcas também devem amar seus clientes. E amor é construção e tempo. Não é nada de um dia para o outro ou na base do robô que responde a um email ou a uma mensagem no twitter: “obrigado por comprar nosso produto, obrigado por nos seguir.”

Voltamos à pergunta: você está preparado para isso? Sabe como começar e, acima de tudo, como manter essa conexão com seu público?

Essa é a discussão do momento quando falamos em mídias sociais nas corporações. Aquelas que já aderiram deram um passo a frente, certamente, mas não basta criar um perfil no twitter, ou uma página no Facebook para se criar de fato relacionamento.

Tem muita empresa errando feio quando o assunto é mídia social. E a dúvida que paira naquelas que ainda não entraram é: será que vale a pena entrar nesse mundo? Se sim, como fazer isso, então?

Wagner Fontoura e Jair Tavares

Wagner Fontoura e Jair Tavares

No debate, algumas idéias foram unânimes: o entendimento de mídias sociais tem que ser amplo a partir do principal executivo dentro de uma corporação até o pessoal da limpeza – “é bastante comum que muitos funcionários tenham presença na rede. Eles devem saber o que podem e o que não podem falar sobre a empresa”, diz Wagner Fontoura; deve acontecer de modo honesto e não apenas para fazer promoção ou vender produto; precisa ter objetivos claros e, obviamente, dar resultados, trazer retorno.

No último ponto, principalmente, a discussão esquenta. Como medir o retorno trazido por redes sociais? Isso é possível? Para todos, sim. Por meio de métricas. Mas retorno não é venda. Retorno pode ser um reforço da marca, poder de influência, cliques, pageviews etc. Basta saber o que é o mais importante para você, qual o seu desejo quando entra em uma mídia social?

Durante a palestra, um hiper conectado Roberto Friandes postava no twitter, mexia no Iphone, tirava e subia fotos. Todo o trabalho para o Blog da Claro.

Roberto Friandes

Roberto Friandes

“É a segunda vez que venho à Campus Party e percebo que os painéis têm falado bastante sobre a necessidade de mais empresas se abrirem para a redes sociais.”

Roberto cuida do conteúdo do blog e também do twitter @ClaroBlog há dois anos. Ele afirma que a idéia da empresa é disponibilizar aos clientes os mais diversos canais de “relacionamento participativo e transparente”.

Mas, pensando bem, devem chover críticas e comentários ruins no blog de uma operadora de celular, certo? Não seria, então um risco abrir esses canais ao público? Segundo Roberto, não, pelo contrário. A presença é estratégica e busca justamente melhorar os problemas e falhas que qualquer empresa possa ter. Ele afirma, aliás, que também recebem elogios, dúvidas, sugestões, além das reclamações.

Todos os comentários são lidos e recebem algum tipo de orientação, por respostas ou encaminhamentos às áreas responsáveis pelo assunto questionado.

“Com esse trabalho prestamos atendimento, melhoramos processos internos e desenvolvemos novos produtos aos nossos clientes.”

Case PORTO SEGURO

Palestra

Palestra

Entre os palestrantes, também estava Antonio Mafra, da Porto Seguro. A seguradora possui 2 feeds no twitter: @portovias e @transitogentil. O primeiro dá informações online sobre a situação do trânsito em São Paulo e Rio de Janeiro, a partir dos dados enviados por cerca de 500 mil veículos rastreados; os usuários podem interagir informando onde estão, e também perguntar qual a melhor alternativa para chegar ao destino. Enquanto o segundo suporta todo o movimento Trânsito Mais Gentil, interagindo com as pessoas pela troca de opiniões, e também divulgando promoções e conteúdos.

“Esses movimentos provocam feedbacks muito rápidos: a conversa com os participantes é imediata e proporciona aproximação com nossos produtos e serviços. Conseguimos estar presentes no momento em que usuários querem consultar determinada informação: eles nos encontram na web e não se perdem.”, diz @amafra.

Com presença no Orkut, Twitter, Youtube e Facebook, a empresa procura monitorar a web para entender melhor como funciona toda a dinâmica das redes sociais e, por meio dessas ferramentas, acredita poder melhorar atendimento, serviço e conteúdo. “Buscamos entender constantemente o que as pessoas precisam.”

E quanto todas as críticas e reclamações que chegam por meio desses canais?

“Encaramos isso da mesma forma como ocorre em nossos canais de atendimento tradicionais. Um cliente insatisfeito na web precisa ter seu problema solucionado com agilidade e eficiência, da mesma forma que um cliente que é atendido no SAC.”

Mas como investimentos em ações que também só representem custo têm vida curta, para convencer os executivos da empresa de que toda essa exposição valia a pena, Mafra afirma que foram realizados pequenos testes na rede e mensuração de resultados, o que formou uma base para a equipe de marketing argumentar sobre as vantagens de estar nessa web 2.0!

Roberto Loureiro e Antonio Mafra

Roberto Loureiro e Antonio Mafra

“O resultado de venda muitas vezes não é imediato, tanto em redes sociais como nas demais mídias, pois é difícil mensurar de fato de onde veio a venda. A decisão do consumidor, porém, costuma resultar de uma combinação de fatores. Eles ganham mais experiência e ficam mais receptivos com a presença de empresas na rede. Por isso, acredito que quem estiver com sua presença fortalecida dentro das comunidades em que atua, sairá na frente.”

Dicas do @amafra:

– monitore o nome da sua empresa, suas marcas na rede;

– entenda do negócio “redes sociais”, comece a estudar já!;

– para aqueles que forem cuidar diretamente dos perfis das empresas: é imprescindível ter um perfil online pessoal. Só depois, quando adquirir conhecimento, é que começa o trabalho com o perfil da empresa. Como assunto é muito falado, deixa o departamento de marketing e os executivos inquietos. Aqueles que ainda não têm uma estratégia montada para redes sociais sentem-se atrasados e correm o risco de errar, justamente por estarem afoitos;

– entrar numa rede social não é somente montar um perfil, é preciso ter o objetivo claro.

Ainda no tema, vale assistir o vídeo abaixo produzido pela Agência Click

E ainda leia: Como convencer seu chefe ou seu cliente a investir em mídias sociais

05/02/2010

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Jogando conversa dentro…

Lígia Dutra ao centro de um dos grupos

Lígia Dutra ao centro de um dos grupos

Em pleno sábado de sol – algo raro em São Paulo, neste início de ano- mais de 150 pessoas se reunem para bater papo sobre um assunto importantíssimo para os negócios: ecommerce e redes sociais.

O encontro é organizado já há 2 anos por Lígia Dutra, muito mais conhecida na web como @upalupa.

UpaLupa é o que podemos chamar de empreendedora educadora. “A única coisa que pode melhorar a vida das pessoas é educação. Quando criei o bate-papo, trabalhava com ecommerce e percebi que o ramo do comércio eletrônico era e ainda é carente de informação.”

Foi então que nasceu o Bate-Papo, “um evento fora dos moldes”, segundo a própria idealizadora. O formato é interessante. Duas palestras + bate-papo entre grupos divididos por ela ao final. Com uma diferença: nesses grupos as pessoas realmente participam e trocam ideias, não apenas se vendem umas às outras ou se apresentam.

E nós, do Somos Biografia, conseguimos comprovar isso in loco.

PALESTRAS E TEMÁTICA

Hoje, no Brasil, cerca de 15 milhões de pessoas compram ou já compraram pelo menos 1 vez pela web. Só em 2009, o comércio eletrônico movimentou mais de R$ 10 bilhões, um crescimento perto dos 30% em relação a 2008.

Romeo Busarello

Romeo Busarello

Pensando que somos entre 65 e 70 milhões de internautas brasileiros, em 190 milhões de habitantes…imaginem o potencial de crescimento para o setor.

Justamente com base nesses dados, Lígia sempre acreditou que podia ajudar a dar uma agitada no panorama incentivando outros empreendedores, como ela, a trabalhar com comércio eletrônico. Para isso, sempre convida dois nomes de peso na área de internet. “É importante que as pessoas saibam que comércio eletrônico não é apenas venda na web. É ter site, é ter posicionamento e, principalmente, relacionamento.”

Nesta 21ª edição, quem esteve presente foi privilegiado. “Foi o melhor bate-papo de todos até hoje.”, confessa Lígia.

Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa, foi o primeiro a falar. Não precisou muito para convencer a todos que é tempo de empreender. E, de preferência, na web.

“O mercado de trabalho não está parado. O que existe é gente parada! É a melhor hora para mandar o chefe para a ‘pqp’. Mas é preciso ter classificação, conhecer muita gente e usar toda a tecnologia disponível a nosso favor.”

Busarello focou o discurso em inovação. Dele mesmo e, sobretudo, da Tecnisa. Em relação a ele, explicou: “antes eu me apresentava e deixava meu email. Agora, isso é coisa do passado. Contato agora é passar twitter, slideshare, linkedin e facebook. Vocês acham mesmo que eu sabia mexer nisso tudo, que eu imaginava ter que fazer isso tudo?” Mas ele faz. E ainda encabeça muitas das idéias vanguardistas da empresa para a qual trabalha. Nesta segunda-feira, dia 01 de fevereiro, mesmo. Mais uma novidade lançada: Tecnisa é a primeira empresa brasileira a ter um Blog Corporativo no Kindle da Amazon.

Durante a palestra, ele também falou sobre a postura gayfriendly da empresa que dedica 12% dos apartamentos que vende para o público homossexual. E não esqueceu de contar as inúmeras ações que praticam nas redes sociais: atendimento, promoções, relacionamento e até vendas!

Palestra Gil Giardelli

Palestra Gil Giardelli

Mas a melhor da tarde foi: “Na Tecnisa até o elevador é oportunidade de receita. Usamos 3 fontes: elemídia, ações por bluetooth e, eventualmente, envelopamento (quando todo o elevador vira uma espécie de outdoor de uma marca – ele conta que em datas especiais como Dia das Mães essa ação funciona bem)”

Ou seja, pensar fora da caixa é mais do que essencial. E fazer isso com o apoio da internet, melhor ainda. O resultado é agilidade e baixo custo.

E para fechar com chave de ouro, Busarello deixou as frases inquietantes na cabeça de cada um:

“Faça pouco, venda pouco, aprenda muito.”
“Não se apaixonem pelas empresas onde estão. Apaixonem-se pelas suas carreiras.”

Sai Busarello, entra Gil Giardelli, criador e CEO da Gaia Creative, uma agência de posicionamento e relacionamento digital, e fundador de tantas outras startups.

Ele bateu na tecla de que vivemos um mundo intenso e de mudanças rápidas. “No ciberespaço existem velhos de 20 anos. Acreditem. No início do século passado acreditava-se que 1 pessoa em rede alcançava 12 pessoas. Nos anos 50, essa mesma pessoa em rede alcançava 70 pessoas. Agora 2009, apenas essa mesma pessoa em rede alcança em média 1200 pessoas! Especialistas também acreditavam que em 98 o faturamento do comércio eletrônico ia ser de US$ 2 ou 3 bilhões. Naquele ano, o faturamento foi de US$ 13 bilhões!”

Com isso, ele deixou o recado de que é necessário ‘botarprafazer’, sair do lugar, empreender.

“O mundo está dividido em 3 elites: 1% produz, 4% replicam e 95% observam.”

E nós chegamos à pergunta – a qual grupo vocês pertencem?

EVOLUÇÃO

Grupo Amarelo

Grupo Amarelo


Depois de tanta informação, pasmem – o melhor ainda estava por vir. Lígia separou grupos aleatoriamente para, então, de fato, colocarem em prática o nome do encontro: baterem-papo.

Fiquei no grupo amarelo.

Tinha gente de diferentes idades, estilos e negócios. Gente como a Marina Mussi, que está quase empreendendo na web, ou como Bruno Pinheiro, gerente de marketing da Microcamp. Foi bacana observar empresários, estudantes e executivos dividindo medos, acertos e erros. Discussões simples, desde qual servidor usar ou como conquistar seguidores para o seu cliente no twitter, não faltaram. E, ao final, a sensação era de muita idéia girando rapidamente pela cabeça.

Lígia não escondeu o orgulho. “Quando eu tive a ideia de montar o bate-papo, pouca gente falava sobre ecommerce no Brasil. No 1º encontro, vieram umas dez pessoas apenas. Ver hoje tantos profissionais se reunindo para se ajudar uns aos outros…é muito especial! Empreender é fazer algo por aqueles que te rodeiam. Sinto que consegui um pouco disso.”

Nada mal para quem começou trabalhando na dedetizadora do pai e acabou passando por Buscapé, Flytex, Netshoes, Shoestock e… chegando, nesta semana, ao cargo de gerente de ecommerce da NKStore. Para quem começou alugando salas com dinheiro próprio bolso para realizar o Bate-papo e que agora é convidada pela ESPM, onde, aliás, também inicia em março um curso de passo-a-passo no comércio eletrônico.

Poderia até continuar contando, mas quem está mesmo interessado em ecommerce, vai ter que ir no próximo para saber mais!

De lambuja, alguns links legais:
Apresentação Romeo Busarello
Apresentação Gil Giardelli
Post da UpaLupa sobre a 21ª edição
Post do Bruno Pinheiro, um dos participantes

E nossa matéria sobre o tema: Sua empresa ainda não vende pela web?

01/02/2010

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De crianças a empresários – Campus Party

Rafael, Marcelo e Sara

Rafael, Marcelo e Sara

Falta pouco para a 3ª edição da Campus Party começar.
De 25 a 31 de janeiro a cidade de São Paulo vai reviver aquilo que alguns chamam de festa, outros de evento de negócios, educação, tecnologia. Nós preferimos chamar de oportunidade.

A Campus Party reune milhares de pessoas interessadas em conhecimento, compartilhamento, inovação. São sete dias de pura oxigenação digital nas áreas de ciência, entretenimento, educação…

Marcelo Branco, idealizador e organizador, afirma que o evento tem como marca trazer para o presente as tendências do futuro. E que essa edição ainda será um upgrade das outras duas. Serão mais de 500 horas de oficinas. Palestras variadas vão agradar nerds, geeks, e até os menos afinados com a rede.

Fato é que com uma velocidade de conexão em 10GB, qualquer pessoa consegue trabalhar de forma extremamente rápida e eficiente.

“Os internautas da Campus Party são especiais. Para se ter uma ideia, as pessoas sobem mais conteúdo do que baixam. São 70% de uploads e 30% de downloads.”, afirma Marcelo.

Todos os públicos

Descolada, diversificada e dinâmica, a Campus Party Brasil atrai a todos. E não decepciona ninguém.

Carlos Alberto Lima

Carlos Alberto Lima

Um grupo de crianças e adolescentes da rede pública de ensino já tem presença garantida. Sara e Rafael (fotos) foram, inclusive, na coletiva de imprensa ocorrida na semana passada. Ambos têm 11 anos e planejam “subir” entrevistas que eles mesmos farão com políticos, especialistas, palestrantes e campuseiros. Usarão ferramentas variadas, mas a maior parte do material será em áudio, os chamados podcasts.

“Depois de feita qualquer entrevista, queremos já conseguir disponibilizar para qualquer um na web em no máximo 30 minutos.”, diz Carlos Alberto Lima.

Ele é coordenador do Programa Nas Ondas do Rádio, um projeto da Secretaria Municipal de Educação que mistura rádio, internet e aprendizado com prazer. Por meio dessa iniciativa, incentiva estudantes de 3 a 18 anos a se incluir digitalmente, criar conteúdos, trocar conhecimento.

“Levaremos 140 alunos para a Campus Party. Todos se inscreveram de forma voluntária para participar. Temos ideia de produzir além de todos os conteúdos diários, dois vídeos documentários durante duas semanas.”

Para ele, a escola, de forma geral, está atrasada, sobretudo quando o tema é relacionamento humano. Por isso, deixa de ser atrativa para a maioria.

“Temos o hábito de cercear o potencial criativo e expressivo dos alunos. Mas quando damos voz a eles e possibilitamos que se expressem, há muita troca positiva. As crianças produzem de forma autônoma. É o prazer de aprender. Tenho certeza que aproximar esse mundo extra sala de aula do mundo da escola torna o aluno muito mais interessado. E isso o torna um adulto mais comprometido e até mais preparado para o mercado de trabalho.”


“No mundo das redes, conhecimento e entretenimento estão no mesmo espaço.”


(Sérgio Amadeu)

Mais empreendedores, diferentes empreendimentos

Diretor de conteúdo da Campus, Sérgio Amadeu considera que a internet beneficia quem tem espírito empreendedor. “Quem está na rede exerce muito mais as habilidades para falar do que simplesmente para ouvir. E o empreendedor é aquele que carrega o mundo nas costas, é proativo, participa. A internet incentiva esse tipo de comportamento ativo.”

Por conta disso ele diz acreditar em grandes mudanças no mundo dos empreendimentos a partir da chegada dessa nova geração que nasceu na rede ao mercado.

Sara Ferreira, 11 anos

Sara Ferreira, 11 anos

“A capacidade cognitiva dessa meninada é muito diferente do que a das gerações anteriores. E sinceramente não sei se as organizações estão preparadas para isso. Quando vejo empresas trabalhando com redes sociais, ainda acho tudo meio fake. Não é algo incorporado. Por conta disso e da agilidade e facilidade da internet penso que logo vai aumentar o número de empreendedores no país, por exemplo.”

Como aproximar, então, o mundo corporativo de toda essa inovação? Uma dica, segundo ele, claro, é ir à Campus Party.
“Pode ajudar a perceber o que as empresas podem e devem fazer na rede.”

Quando pedimos uma dica mais especifica, Amadeu não hesita:

“As empresas têm que olhar para projetos das comunidades de software livre. Muitos empresários ainda não conseguem entender como milhões de pessoas do mundo inteiro, que não se conhecem, conseguem trabalhar em cima de um software e, ao final, dá tudo certo! Conceitos como hierarquia, organização, disciplina, tudo isso num mundo distribuído muda. O mundo do open source tem muito a ensinar.”

Portanto, empresários e líderes: quem for ao evento neste ano, preste bastante atenção nas atividades ligadas à área do software livre. Serginho recomenda!

Campus Party no twitter

Quem não for ao evento, logicamente poderá acompanhar tudo pela web.
No microblog, recomendamos seguir: @cpartynews, @cpbrasil@marcelobranco,
@marcelobranco, @samadeu, @alunoreporter, @nasondasdoradio

A hachtag oficial do evento é #cpartybr – quem tem twitter, a cada post sobre o evento pode usar essa espécie de “chave”. Basta dar uma busca usando #cpartybr para você ter acesso a tudo o que está sendo dito sobre a Campus.

Números da Campus Party Brasil 2009

· Investimento: R$7,6 milhões

· Campuseiros: 6.655

· Presença: 118.662 visitantes na área Expo

· 468 atividades entre áreas de conteúdo e atividades especiais

· Inclusão digital, Campus Futuro e Astronomia: 6819 pessoas com acesso a 200 computadores

· Taxa de upload: 62,7%

· Taxa de download: 37,3%

· A Telefônica disponibilizou 10Gb de conexão, a maior do mundo, com 28km de cabos de rede e 11 km de cabos de fibra ótica

· 3.819 pessoas trabalharam diretamente

· Entre patrocínios, apoios e convênios, 78 empresas colaboraram para o sucesso do evento com mais de 800 jornalistas credenciados de diversos países

· Dos 6.655 campuseiros, 4.471 eram homens (67,18%) e 2184 (32,82%) eram mulheres, 372 menores de 18 anos (5,58%) e 127 maiores de 50 anos (1,9%)

· A média de idade foi entre 18 e 29 anos de idade

· Das pessoas inscritas no evento, 4.123 tinham computador e os restantes 2.532 não possuíam

· Mais da metade dos inscritos (51% ou 3.398 pessoas) credenciaram-se para receber alimentação, enquanto o restante (49% ou 3275 pessoas) não recebeu

· Foram servidos 40.472 lanches nos sete dias de Campus

· Inscritos por estados: São Paulo – 3.959 (58,44%), Rio de Janeiro – 532, Rio Grande do Sul – 377, Minas Gerais – 329 e Goiás – 181

· Houve a presença de inscritos de 22 países

· Cerca de R$ 26.000.000 de mídia espontânea, incluindo todos os grandes veículos de comunicação do Brasil de TV, Rádio, jornal e internet

21/01/2010

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Destaques, Empreendedorismo, Inovação, Internet, Negócios, TecnologiaComments (1)


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E-commerce – a sua empresa ainda não vende na web???

Não importa se a sua empresa é micro, pequena ou grande. Não importa também se você já tem uma loja física e vende muito bem. O mundo está vivendo uma revolução digital e muita gente está ganhando muito dinheiro vendendo produtos pela internet.

Pois é. No Brasil, hoje, somos cerca de 70 milhões de internautas. Desses, podemos dizer que 30 milhões acessam o internet banking e 15,2 milhões compram ou já compraram ao menos uma vez pela web. São, então, os chamados e-consumidores.

E os números só crescem! As compras feitas pela internet no primeiro semestre de 2009 totalizaram R$ 4,8 bilhões, 27% acima do registrado no mesmo período do ano passado, segundo pesquisa da e-bit, consultoria de comércio eletrônico, em parceria com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. O estudo, intitulado Relatório WebShoppers, ainda aponta outros dados muito interessantes.

Para todo o ano de 2009, a previsão é movimentar R$ 10,5 bilhões, valor 28% superior ao de 2008. A estimativa inicial era que esse crescimento ficasse entre 20% e 25%. No final deste ano, a projeção da e-bit é que 17 milhões de pessoas tenham adquirido pelo menos um produto pela internet! E quer mais? A boa notícia é que o mercado também está se abrindo a pequenos e médios empresários. A e-bit fez um levantamento comparativo sobre a participação no mercado do 1° semestre de 2009 em relação ao 1° semestre de 2008 que aponta que os dez maiores varejistas perderam 5,5 pontos percentuais. Em contrapartida, a “cauda longa”, que engloba pequenas e médias varejistas, ganhou 1,6 ponto percentual em participação comparando-se o mesmo período.

Estimativas também indicam que 72% das pessoas que compram pela internet dizem que continuarão comprando mesmo diante de crises. – reparou no nicho??

Pensando em tudo isso e em ampliar ainda mais o conhecimento dos micro e pequenos empresários nesse mundo do e-commerce, a Associação Comercial de São Paulo está promovendo diversos encontros por suas distritais para divulgar o tema por meio de palestras.

O Somos Biografia acompanhou o evento ocorrido na Distrital Santo Amaro, na zona sul da capital paulista. Muita gente compareceu ao local, lotando o auditório. Sinal de que há mesmo muito interesse nessa área. No evento promovido pela ACSP, muitas e diversas informações importantes foram faladas aos empresários que acompanhavam tudo atentamente. Para qual empresário não é tentador saber que sua loja estará ao alcance de um clique do consumidor e aberta 24 horas por dia, sete dias por semana?

Sandra Turchi, superintendente de marketing da ACSP, afirma que o objetivo principal dos encontros é realmente difundir a ideia entre os pequenos empresários para que o negócio saia das mãos únicas dos grandes players que ainda dominam o mercado.

“Ainda há muita falta de conhecimento. Alguns empresários têm medo, outros tomam um choque com tanta informação nova. Mas é por isso que, além das palestras, também temos um webforum no site da associação para discutir o assunto entre os 30 mil associados e continuamos abastecendo-os de muito conteúdo. O e-commerce veio para ficar e quem é empresário não pode ficar fora dele.”

Seguindo essa linha, uma das primeiras e impactantes frases foi dita por Reinaldo Santos, da Locaweb: “Se o seu negócio não está na internet, o do seu concorrente está.”

Daí em diante, os empresários descobriram, por exemplo, o endereço lojapronta.net e também o Uol Host, serviços prontos e sem limites de produtos a serem disponibilizados nas lojas. Ou seja, para o empresário que está apenas começando e tem insegurança de montar sozinho um site que sirva de loja, há muitos mecanismos já prontos que o ajudam nessa questão. E tudo é possível de ser customizado, para ficar com a ‘carinha’ da sua loja.

Isso também acontece com as formas de pagamento. O PagSeguro é um serviço terceirizado de pagamento que é bom para clientes e vendedores. A empresa permite que o comprador parcele a compra sem cobrar juros. Ao mesmo tempo, quem vende tem a opção de receber em apenas uma vez e em 14 dias. Portanto, não será você empresário a pensar em contatar as bandeiras de cartão de crédito e lidar com cada um dos fornecedores desses serviços relacionados ao e-commerce, se for essa sua vontade. A própria ACSP também oferece outro serviço de checagem de dados dos consumidores que comprarão seus produtos.

Muita coisa já existe nessa linha a fim de facilitar a vida do empresário que quer ingressar no comércio eletrônico.

Outro ponto alto do evento foi quando Cristina Braz Sant’Anna, gerente de relacionamento do Yahoo! falou sobre marketing na rede. Afinal, não basta pensar apenas em estar na web. Você deve ser encontrado nas buscas e valorizar sua marca. Cristina também apresentou dados bacanas mostrando que a internet, por exemplo, já tem mais penetração do que meios como TV paga ou revistas. Falou sobre o sistema de links patrocinados e outras maneiras de deixar a sua marca na web entre as mais buscadas e, claro, encontradas.

Todas as palestras tiveram intuito de esclarecer sobre as facilidades do e-commerce e também de mostrar ferramentas já disponíveis que facilitam a inserção de novas empresas e lojas no mundo virtual. Na saída, muita gente prometia começar a planejar essa entrada no e-commerce ainda para este ano!

Se você ficou com vontade de saber ainda mais sobre o tema e gostaria de ver o conteúdo das palestras, é simples. A ACSP disponibilizou esse material pelo link Seminário Comércio Eletrônico. É só clicar!

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Problemas nos serviços de banda larga = dor de cabeça às empresas

Acesso à internet banda larga no Brasil ainda não é para todos. São, segundo a Anatel, pouco mais de 12 milhões de acessos. Mas mesmo aqueles que dispõem do serviço andam tendo problemas consecutivos, mesmo pagando preços nada módicos.

Uma das principais fornecedoras do serviço em São Paulo, a Telefônica, passou desde o ano passado por quatro grandes panes, a última ocorrida no final de junho. O problema deixou na mão milhares de usuários do Speedy e a frequência das interrupções e instabilidades levaram a Anatel a determinar a suspensão temporária da comercialização do serviço.

Mauro Rocha, diretor do escritório de comunicação Ecco, foi apenas um dos tantos empresários prejudicados. Foram diversos contratempos em função da falta da internet: pedir ajuda ao condomínio vizinho para que pudesse acessar conteúdos importantes, mandar funcionários de volta para casa – aqueles tinham outro serviço de banda larga – e, claro, reclamação de alguns clientes.

“Só não tivemos mais problemas com clientes porque eles mesmos passaram pelos transtornos também. Mas nós trabalhamos com comunicação, ficar sem contato com o mundo é complicado. Tivemos que mandar pessoal para lan house.”

Mauro conta ainda que, para não perderem mais tempo nem dinheiro, eles tiveram de adquirir um segundo serviço de internet banda larga. Escolheram o Net Virtua para convergir com o Speedy. No início eles sequer podiam cancelar a assinatura com a Telefônica por conta do cláusula de fidelidade.

“Temos um acréscimo de custo e estamos com dois serviços de internet para não ficar na mão. E outro detalhe. Nos contratos as empresas se comprometem a entregar apenas 10% da velocidade total prometida, acertada. Isso é muito pouco! Se você for testar, a velocidade de conexão está sempre abaixo da prometida.”, reclama o empresário.

+ Reclamações

É importante lembrar que a Telefônica, segundo o Procon, é pelo terceiro ano seguido a empresa campeã de reclamações! No site do Ministério da Justiça, Defesa do Consumidor, verificamos que foram feitos mais de 13 mil atendimentos no estado de São Paulo referentes à empresa no período entre fevereiro e junho de 2009! A instituição, inclusive, criou um site www.procon.sp.gov.br/denunciaspeedy para que os consumidores que tiveram, ou ainda têm, problemas com o serviço denunciem e qualifiquem as dificuldades enfrentadas.

Ainda em junho, a Telefônica apresentou um plano de estabilidade dos serviços prestados e avanços da capacidade de rede. A empresa garante estar investindo, só neste ano, R$ 750 milhões para melhorias no Speedy. Desse total, R$ 70 milhões referem-se às ações destinadas a atender demandas específicas da Anatel. A empresa também disponibilizou um site – www.telefonicaemacao.com.br – para informar a população de uma série de alterações que estão sendo feitas.

Desde julho, por novas determinações da Anatel, a empresa não cobra mais multa dos clientes, caso eles queiram sair do plano. Mauro já avalia seriamente a possibilidade de ficar apenas com um serviço novamente, mas também tem medo porque sabe que o problema não é restrito a uma operadora e sim da banda larga como um todo.

Ele está certo. Ainda de acordo com levantamento do Procon/SP, especificamente de banda larga (não apenas da Telefônica) de janeiro a abril deste ano foram mais de 2 mil atendimentos. O que preocupa principalmente quem depende da internet para trabalhar.

Banda Larga no Brasil e no mundo

Estudo recente da consultoria everis, feito em parceria com a Escola de Negócios da Universidade de Navarra (Iese Business School), aponta que o Brasil é o 5º no mundo no número de usuários de internet, mas na quantidade de acesso à conexão banda larga, o país ainda está bem atrás mesmo de “irmãos” latino-americanos.

tabel6O Brasil, com pouco mais de 1200 prestadores de banda-larga, possui 84,9% dos usuários de internet com acesso a esse tipo de conexão. Para se ter uma ideia, no mundo, Coréia possui 100% dos usuários em banda larga, EUA e Portugal 99% e Espanha 96,8% conectados desta forma. Na América Latina, o Chile tem 97,5%, e o Brasil ainda está atrás também da Colômbia, com 88,8% e da Venezuela, com 85,4%.

A avaliação foi feita com 44 países entre 2000 e 2008, sendo que nove países tiveram um crescimento no número de usuários em ritmo superior a 40% ao ano. Entre eles, estão o Brasil, Colômbia, Cuba e Paraguai. Os maiores índices anuais de crescimento, no geral, são do Paquistão e Marrocos, com 57,6% e 56,2%, respectivamente.

Justamente nessa expansão explosiva podem estar os problemas das nossas conexões. Como afirma o professor Daniel Gatti, coordenador do curso de Ciência da Computação da PUC/SP.

“Temos um mal planejamento para uma expansão muito rápida e ausência de competência técnica na administração/gerência da rede. Problemas na administração da segurança da rede têm sido claros nos problemas do Speedy, por exemplo.”

tabel7

De qualquer forma, Gatti vê avanços nos últimos anos, embora considere os preços praticados pelas operadoras abusivos. “Tivemos uma grande evolução na formas de acesso à internet no Brasil, saímos da linha discada para um acesso mais rápido e estável. Surgiram novas operadoras de acesso à internet, saindo da limitada rede telefônica para conexão via cabo, conexão via celular 3G. Mas o custo dela ainda é alto em relação ao primeiro mundo.”

Dica rápida

Já existem sites que mostram a velocidade de acesso das conexões. Ex: http://speedtest.net e http://gratis.com.br

Mas o professor ainda faz o alerta: “O uso exagerado destes sites pode provocar um trânsito de dados inúteis na rede. Além disso, eles não mostram outros aspectos importantes como a acessibilidade a serviços essenciais para que a rede funcione.”

Então, o que nos resta? Reclamar sempre que tivermos problemas, cobrar bons serviços, ampliação da estrutura e da rede como um todo. E no caso prático de empresas, sempre que possível possuir mais de um serviço de banda larga. Se um der problema, o outro segura…

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